Restaurantes Veganos ou com opções veganas em Curitiba

Desde que nos mudamos pra Curitiba, comecei minha caça a restaurantes/lanchonetes veganos ou com opções veg. Já fomos em alguns e, em outros, pedimos comida pelo delivery. Quero compartilhar algumas dessas boas descobertas com vocês.

Para mais informações sobre os restaurantes, é só clicar no nome!

POLOME

Foi o primeiro que conhecemos em Curitiba. É um restaurante vegetariano self-service com várias opções veganas, durante a semana você paga por quilo e, aos finais de semana, é buffet. Tem um bom preço e a comida é muito saborosa, eu e o Ciro já fomos várias vezes e não enjoamos. Comeria o rolinho primavera deles diariamente.

Abre apenas para o almoço, de terça a domingo das 11:30 às 14:00, no fim de semana fica aberto até 14:30 e fecha às segundas-feiras. Fica localizado na Rua Ernesto Araújo, 69 no bairro Jardim Botânico.

STRAVEGANZZA

Restaurante vegano à la carte. Um lugar super agradável com um ótimo atendimento. Logo que você chega já te trazem água saborizada, um caldinho e mini aperitivos deliciosos, de cortesia.

As entradas, tanto as frias quanto as quentes, são absurdamente deliciosas – em todas as vezes que vou peço várias e nunca aguento pedir o prato principal. O Ciro é apaixonado pelos risotos que eles fazem e sempre tem dó de experimentar os outros pratos. De todas as entradas fica difícil escolher a favorita, mas acho que os destaques, dentre as opções quentes, são os bolinhos de batata doce roxa recheados com carne de jaca e um molhinho divino e a bruschetta com abobrinha e, nas opções frias, a salada de folhas com bolinhos de grão de bico.

Ah, um detalhe charmoso são os nomes de todos e pratos e sucos.

Os sucos são generosos, servidos naqueles vidros como os de palmito de 500ml, dá pra dividir tranquilo se você não aguentar beber tanto líquido de uma vez só como eu. Todos são algum tipo de limonada, com limões diversos e algumas misturas bem interessantes.

Também tem sobremesas e o mousse de chocolate é o melhor que já comi, mesmo se comparado aos não veganos que já provei no passado.

Com relação a valores, acho acessível. Eu e o Ciro acabamos gastando bastante toda vez que vamos lá porque exageramos nos pedidos.

Abre para o almoço de segunda a domingo – fechado às terças-feiras – e, no jantar, apenas de quinta a sábado. Fica localizado na Rua Sete de Abril, 121 no bairro Alto da Rua XV.

GREENGO VEGETARIANO

Apesar da palavra Vegetariano dar a ideia de que podemos encontrar leite e derivados nos ingredientes, o cardápio atualmente é todo vegano, tanto no almoço quanto no jantar.

Por enquanto só fomos lá uma vez (eu gostaria de ter ido há mais tempo, mas eles ficaram um tempinho fechados para reforma), mas pretendemos voltar.

O ambiente é super moderno e agradável, atendimento simpático e comidinhas muito saborosas. Pra quem diz que comida vegana não tem graça ou sabor, precisa ir lá pra mudar de opinião.

Abre para o almoço de terça a sexta das 11:30 às 14:30 e no sábado e domingo das 11:30 às 15:00, no jantar de terça a sábado das 18:00 às 23:00 e fecha às segundas-feiras. Fica localizado na Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 1282 perto da Praça da Espanha.

VEG VEG

Empório/restaurante vegano que também serve pratos/lanches para comer no local ou pra levar (toda vez que vamos lá, pegamos coxinhas e banoffe pra comer em casa). Um fato legal é que inauguraram em 2013 como o primeiro empório vegano do Brasil.

Com uma decoração bem jovem e colorida, atendimento sempre simpático e gentil e comidinhas deliciosas, o empório está sempre cheio de gente! Os lanches são muito bons, a batata é crocante e sequinha e a banoffe que eles fazem lá é divina.

No empório você encontra várias opções de comida pronta congelada, produtos veganos de marcas conhecidas e de produtores da região, como o pão de melado das meninas do Les Fourmis (https://pt-br.facebook.com/lesfourmisdoceria/), que é o melhor que já provei.

Eles têm um espaço gramado no fundo e, vira e mexe, tem eventos no local.

Abre de segunda a sábado das 11 às 18 horas. Fica localizado na Rua Visconde de Nácar, 655 no bairro Mercês.

DOMO CAFÉ E BISTRÔ

Restaurante bem aconchegante e com um ótimo atendimento. A comida, no geral, é ovolactovegetariana, mas existe a possibilidade de veganizar alguns pratos.

No momento, não é fácil de encontrar alguma sobremesa vegana, mas quando questionei a atendente, ela me disse que estavam pensando em ampliar as possibilidades de doces sem ingredientes de origem animal.

Abre de segunda a sábado das 11:30 às 18:30. Fica localizado na Rua Acre, 655 no bairro Água Verde, dá pra ir a pé daqui de casa.

DOCES E CORES

É uma confeitaria totalmente livre de gluten (confiável para celíacos) e, por também ser vegana, livre de lactose.
Lugar pequeno e aconchegante, que vende produtos feitos no local e também aceita encomendas. As coxinhas são bem saborosas.

Existe desde 2011 e inaugurou a atual loja física em 2017. Abre de terça a sábado das 11:30 às 19:30, de domingo das 13:00 às 18:00 e fecha às segundas-feiras. Fica localizado na Rua Albino Silva, 501 no bairro Bom Retiro.

Agora os estabelecimentos que só pedimos comida pelo delivery.

PIZZARIA OPTE

Pizzaria com várias opções veganas – 4 opções doces e 17 opções salgadas. Ainda não provei de todos os sabores, mas até agora a minha favorita é a de alho poró.

Abre de domingo a quarta-feira das 18:00 às 23:30 e de quinta a sábado das 18:00 às 24:00. Fica localizada na Avenida Presidente Kennedy, 2800 no bairro Portão.

MAMBA VEGAN

O Mamba é uma hamburgueria vegana que inaugurou em 2015 com opções bem criativas e saborosas.

No cardápio fixo são 8 opções de lanches, como o MAMBA, que leva o nome da casa, que é composto por pão com gergelim, pasta de manjericão, alface roxa, tomate, picles, burger de milho com alho poró e cenoura, acompanha couve flor empanada e molho da casa, ou o LUPITA, que é um lanche com pão com gergelim, guacamole, alface americana, cebola roxa brunoise com salsa, burger chilli de feijão com mix de pimentões coloridos, acompanha porção de nachos e creme azedo artesanal.

Por enquanto só pedimos pelo ifood mas pretendo ir lá para experimentar os outros lanches.

Abre de terça a sexta das 17:00 às 22:30, de sábado das 14:00 às 22:30 e fecha aos domingos e segundas-feiras. Fica localizado na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1345 perto do Centro.

CIDADÃO DO MUNDO

Hamburgueria com 3 opções de lanches veganos, como o Paul McCartney que é com burger de cogumelos, queijo vegano, confit de tomate cereja e cogumelos, o Ogros Veganos que é uma opção mexicana com burger de feijão e PTS, guacamole , alface, tomate, pico de galo e pimenta jalapeño e o Carl Lewis, também com burger de feijão e PTS, queijo vegano, cebola grelhada, pimenta biquinho e molho barbecue e mais 2 opções vegetarianas.

Dentre as porções, fora a batata de sempre, também tem opção de mini coxinhas veganas de sabores sortidos.

Abre de segunda a sexta em 2 horários, das 12:00 às 17:00 e das 18:00 às 23:30, aos sábados das 12:00 às 23:30 e aos domingos das 18:00 às 23:30. Fica localizada na Rua Bento Viana, 352 no bairro Água Verde.

Essas são as opções que experimentamos, gostamos e pretendemos repetir. Ainda tem outros lugares na cidade que precisamos conhecer e, se gostarmos, darei a dica aqui também.

Num outro momento falarei das comidinhas deliciosas que provamos nas feiras veganas que acontecem pela cidade de tempos em tempos.

Dica – substituições para o ovo e o melhor bolo de laranja

Acho que já comentei aqui que adoro cozinhar (e comer) e, depois do veganismo, esse sentimento triplicou. Às vezes, chego a passar horas na cozinha preparando nossas comidinhas.

Como você deve saber, a alimentação vegana não inclui nada que derive da exploração animal, como carnes (de todas as espécies), leites e derivados, ovos e mel. Então, para quem estava acostumada a usar ovo no preparo de bolos, tive que pesquisar formas de substituí-lo.

Dependendo da função que o ovo desempenha na receita, ele pode ter um substituto no reino vegetal, seja pra dar liga, pra emulsificar, pra dar leveza à massa. É claro que quando a quantidade necessária de ovos é grande demais, fica bem difícil encontrar um substituto, mas não vejo um problema nisso, é só não veganizar aquela receita específica e partir pra outra.

Têm alguns sites que dão algumas possibilidades e vou compartilhar com vocês. Algumas dessas dicas eu já testei.

1. Vegvida

2. Chubbyvegan

3. Veggietal

Agora, recentemente, meu coração se rendeu ao inhame depois dessa dica aqui

4. Menubacana

Por enquanto eu só testei em bolos e já me apaixonei, acho que é o melhor substituto everrrrr! Aliás, há algumas semanas eu fiz um bolo de laranja sem o inhame e não fica a mesma coisa, quebra com mais facilidade.

O inhame é cheio de possibilidades, tanto em receitas doces como em receitas salgadas (tem essa receita que eu compartilhei há um tempo), e já virou ingrediente fixo aqui em casa, sem contar que é SUPER SAUDÁVEL, né?

Vou compartilhar com vocês uma das minhas receitas favoritas usando o purê de inhame num bolo de laranja DE-LI-CI-O-SO!

Ingredientes
1 e ½ xícara de farinha (uso 1/3 dessa quantidade de farinha integral)
1 xícara de suco de laranja
¾ xícara de açúcar demerara
½ xícara de óleo vegetal
2 colheres de sopa do purê de inhame
Raspas da casca da laranja (sem a parte branca, senão amarga)
1 colher de sopa de fermento para bolo
1 colher de café de vinagre de maçã

Modo de preparo
Misturar os 6 primeiros ingredientes (não uso batedeira, faço tudo a mão mesmo), depois acrescentar o fermento e o vinagre e misturar delicadamente.
Assar em forno pré-aquecido a 180 graus. Não vou dar um tempo exato porque depende de cada forno, mas quando a sua casa estiver perfumada com o cheirinho da laranja é bom checar o forno.

O bolo é pequeno (somos só 2 aqui em casa e eu acabo comendo praticamente tudo sozinha), então eu uso uma forma para bolo inglês (10 x 24,5cm) ou uma forma retangular pequena (18 x 22cm).

Se quiser pode colocar uma calda de laranja ou de chocolate, mas esse bolo é tão saboroso que eu acabo comendo sem cobertura mesmo.

Dica – “croquete” MA-RA-VI-LHO-SO

Eu gosto de pegar algumas receitas na internet pra ajudar na diversificação do cardápio de casa, pra aprender a usar um mesmo ingrediente de diversas maneiras e também para exercitar a minha criatividade, porque depois que aprendo a base, gosto de seguir minha intuição no preparo.

Esse “croquete” já virou o queridinho por aqui, o Ciro disse que é o melhor bolinho que ele já comeu. Fica realmente muito bom!

Para quem não pode ou não quer ingerir glúten, para quem quer preparar comidinhas saudáveis e livres de qualquer tipo de exploração animal, para quem quer aprender receitas simples e rápidas, a Alana dá diversas dicas, tanto no Instagram quanto no Youtube.

Abaixo tem o vídeo da Alana e a descrição do preparo. Se você não tem prática na cozinha, recomendo que assista.

Ingredientes
2 xícaras de feijão branco cozido (sem o caldo)
2 xícaras de inhame cozido
Cebolinha, salsinha, orégano, noz moscada, sal, alho em pó a gosto
2 colheres de sopa de farinha de arroz
Farinha de linhaça para empanar
2 limões

Modo de preparo
Antes de cozinhar o feijão e o inhame é importante deixá-los de molho em água. O feijão branco tem que ficar de molho pelo menos por 24 horas e o inhame, no mínimo 12 horas se for cozido e 24 horas se for ingerido cru. Lembrando que essa água deve ser descartada e uma nova deve ser colocada para o cozimento. Como serão usados para fazer os bolinhos, não é necessário cozinhá-los com tempero, apenas com água.

Amassar o feijão e o inhame, colocar os temperos e misturar bem. A quantidade de temperos é a gosto, então prove um pouquinho antes de moldar. Pode fazer em formato de bolinhas, de croquete, como você preferir.

Empanar com a farinha de linhaça dourada e levar ao forno por uns 20 minutos para dourar.

Você pode adequar essa receita para a quantidade que desejar e também pode ser criativo com os temperos.

Aqui em casa, além dessa receita, fiz uma variação de batata doce com feijão carioca e imagino que também deve ficar bom com feijão preto. Ah, também já usei essa “massa” pra fazer hambúrguer.

Já coloquei um pouquinho de azeite de oliva extravirgem na massa, já usei chimichurri, já usei tempero desidratado de cebola, alho e salsinha … resumindo, siga seu gosto e intuição. Cozinhar é isso: criar, testar, reinventar, provar, tentar de novo e se deliciar.

Faça e me diga o que achou! E se usar outras misturas e temperos, me conte também.