Sri Prem Baba

Quando quero mudar o mundo

Quando quero mudar o mundo - doce cotidiano

Por muito tempo, talvez por arrogância ou inocência, achei que poderia mudar o mundo. E, por não ser bem sucedida nessa empreitada, me senti fracassada, desanimada, desesperançosa.

Uma mudança de foco já teria sido suficiente pra amenizar esse peso da busca pelo impossível. Porque, na verdade, eu posso sim ajudar a mudar o mundo, e eu faço isso quando eu mudo a mim.

Mudar a si mesmo já é algo bem difícil; requer vontade, paciência e autocompaixão. Tentar mudar o outro, não só é impossível como gerará frustração, além de ser algo bem egoísta. Nessa tentativa fica subentendido que eu sei o que é melhor, que eu sei o que é certo, que a minha visão de mundo é a correta e que o outro deve viver de acordo com as minhas regras e verdades.

E por que eu estou escrevendo sobre isso? Porque eu sou essa pessoa que se acha dona da razão e da verdade, porque eu sou a pessoa que quer convencer os outros do que é certo, porque eu sou a “cagadora de regras”. Hipocrisia total, certo? Porque eu mesma vivo mudando de ideias, meus conceitos de certo e errado já mudaram muito com o tempo e acho que mudarão ainda mais enquanto eu viver. Se, na maior parte do tempo, eu não sei o que é realmente bom pra mim, se ainda estou aprendendo a me conhecer, se não sei quais são os meus limites e quais devo ultrapassar, como posso querer saber o que é melhor para o outro e como posso ditar o jeito que ele deveria agir?

Eu, que sempre me achei tão flexível e aberta, reconheci uma rigidez em mim que eu não sabia que existia. Mas, beleza, vivendo e aprendendo. Dizem que o primeiro passo para a mudança é reconhecer que você é/tem aquilo que você quer mudar. Reconheço minha rigidez, minha arrogância e prepotência, aceito que essas características fizeram parte de mim por um bom tempo e tiveram sua serventia, entendo que ainda tenho um caminho pela frente e que essa jornada nunca acaba e agradeço por, finalmente, ter aberto meus olhos para enxergar isso em mim.

Aprendi que a minha contribuição para um mundo melhor vem por meio da minha mudança interna, afinal, a gente só consegue dar aquilo que a gente tem. Como disse Sri Prem Baba:

”Muitos querem contribuir para a paz da Terra, mas não sabem como encontrar a paz dentro da própria família. Então, enquanto não há o que oferecer, não caia na armadilha de querer salvar o mundo, trate de salvar a si mesmo. Trate de olhar para a injustiça que te habita. Olhe para a violência, para o desrespeito e para a dor que te habitam. Esse é o primeiro e mais importante passo para iluminar este mundo.”

Alguns livros dessa jornada

Minha casa sempre foi repleta de livros, de todos os tipos, graças à minha mãe. Eu ganhei meu primeiro conto de fadas aos três anos de idade – ainda tenho esse livro – e, desde que aprendi a ler, meu universo ganhou mais cor e mais vida com a paixão pela leitura.

Eu amava quando éramos obrigadas a ler os livros pedidos na escola. Minha mãe mal comprava e eu já os devorava, como uma esfomeada, numa gana por viajar naquelas páginas e descobrir novos mundos e sentimentos. A literatura sempre foi meu grande prazer e é assim até hoje.

Já deixei de comer simplesmente porque estava tão absorta lendo que eu me esquecia de almoçar ou jantar. Não existe outra coisa no mundo que prenda minha atenção e meus sentidos dessa forma tão intensa, não como um bom livro.

Além de um bom romance, livros policiais, suspense e ficção científica, também curto muito estudar através da leitura. Tenho mais facilidade em absorver uma informação quando a leio do que quando a escuto.

Hoje quero compartilhar seis livros que tiveram, e ainda tem, um papel muito importante nessa minha viagem do autoconhecimento.

AME A REALIDADE, da Byron Katie

ESCOLHA SUA VIDA, da Paula Abreu

LIMITE ZERO, Joe Vitale e Ihaleakala Hew Len, PhD (Sobre Ho’oponopono)

AMAR E SER LIVRE, Sri Prem Baba

COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA, Marshall B. Rosenberg

O PODER DO AGORA, Eckhart Tolle

Eu já tive bastante preconceito com os livros considerados de autoajuda, tinha até vergonha de comprá-los em livrarias físicas porque não queria que me vissem como “fracassada” ou desesperada. Uma baita babaquice, eu sei.

Hoje enxergo esses livros de uma outra forma, porque eu vejo esses autores como seres humanos que também passaram por dificuldades, que também estão em busca de si mesmos, que descobriram uma forma diferente de lidar com suas questões e resolveram compartilhar suas jornadas e descobertas através da escrita.

Seja como um instrumento de aprendizado ou como lazer, a leitura é sempre um excelente hábito. Recomendo!

Ah, aceito dicas de livros.