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Dica – “croquete” MA-RA-VI-LHO-SO

Eu gosto de pegar algumas receitas na internet pra ajudar na diversificação do cardápio de casa, pra aprender a usar um mesmo ingrediente de diversas maneiras e também para exercitar a minha criatividade, porque depois que aprendo a base, gosto de seguir minha intuição no preparo.

Esse “croquete” já virou o queridinho por aqui, o Ciro disse que é o melhor bolinho que ele já comeu. Fica realmente muito bom!

Para quem não pode ou não quer ingerir glúten, para quem quer preparar comidinhas saudáveis e livres de qualquer tipo de exploração animal, para quem quer aprender receitas simples e rápidas, a Alana dá diversas dicas, tanto no Instagram quanto no Youtube.

Abaixo tem o vídeo da Alana e a descrição do preparo. Se você não tem prática na cozinha, recomendo que assista.

Ingredientes
2 xícaras de feijão branco cozido (sem o caldo)
2 xícaras de inhame cozido
Cebolinha, salsinha, orégano, noz moscada, sal, alho em pó a gosto
2 colheres de sopa de farinha de arroz
Farinha de linhaça para empanar
2 limões

Modo de preparo
Antes de cozinhar o feijão e o inhame é importante deixá-los de molho em água. O feijão branco tem que ficar de molho pelo menos por 24 horas e o inhame, no mínimo 12 horas se for cozido e 24 horas se for ingerido cru. Lembrando que essa água deve ser descartada e uma nova deve ser colocada para o cozimento. Como serão usados para fazer os bolinhos, não é necessário cozinhá-los com tempero, apenas com água.

Amassar o feijão e o inhame, colocar os temperos e misturar bem. A quantidade de temperos é a gosto, então prove um pouquinho antes de moldar. Pode fazer em formato de bolinhas, de croquete, como você preferir.

Empanar com a farinha de linhaça dourada e levar ao forno por uns 20 minutos para dourar.

Você pode adequar essa receita para a quantidade que desejar e também pode ser criativo com os temperos.

Aqui em casa, além dessa receita, fiz uma variação de batata doce com feijão carioca e imagino que também deve ficar bom com feijão preto. Ah, também já usei essa “massa” pra fazer hambúrguer.

Já coloquei um pouquinho de azeite de oliva extravirgem na massa, já usei chimichurri, já usei tempero desidratado de cebola, alho e salsinha … resumindo, siga seu gosto e intuição. Cozinhar é isso: criar, testar, reinventar, provar, tentar de novo e se deliciar.

Faça e me diga o que achou! E se usar outras misturas e temperos, me conte também.

Atualização do diário alimentar

Em setembro do ano passado eu anotei tudo o que eu comi. Fiz um diário bem atento e não deixei nada de fora. A ideia era reduzir, ao máximo, a ingestão de glúten, de açúcar e de alimentos industrializados e super processados.

Pois bem, fiz isso e minha saúde agradeceu.

Mas parei de anotar e, ao fazer isso, acho que deixei de prestar tanta atenção ao que eu consumia. Comi mais glúten e mais açúcar e, como resultado, as alergias na pele voltaram. Honestamente, não tem como eu provar essa associação de uma forma segura, mas acho que as respostas que o meu corpo me dá precisam ser levadas em consideração.

Por que será que quando anoto, eu me alimento melhor? É por não querer admitir, nem pro meu bloco de notas, que vou comer coisas que sei que me fazem mal e por isso não as como? É por que fico mais consciente? É claro que não tem como ficar anotando tudo o que eu como para o resto da vida e eu nem quero fazer isso. Mas percebi que o ato de escutar os meus desejos é o que faz a diferença, porque quando presto atenção neles posso me questionar de onde vem a vontade de fazer algo que sei que me causará mal.

O meu corpo responde tão rapidamente que, em poucos minutos, já estou com vários sintomas decorrentes das minhas escolhas. Eu começo a passar mal enquanto eu ainda estou comendo (sério, é quase tão rápido assim) e sempre achei que isso fosse um incômodo, mas hoje eu entendo como uma coisa boa, porque meu corpo está se comunicando comigo o tempo todo e eu comecei a escutar. Nem sempre eu dou o que ele precisa e pede, confesso, mas estou aprendendo.

Não vou dizer que nunca mais comerei os alimentos que meu corpo recusa, sinceramente não posso me prometer algo que não me vejo cumprindo. Mas acho que dá pra reduzir, e muito, a ingestão deles.

Com toda essa mudança alimentar aqui em casa, ficou mais fácil percebermos os sinais que nossa saúde nos dá. Acredito que exista uma inteligência no nosso corpo que independe da nossa consciência. Vou tentar me explicar.

O Ciro disse que eu o estraguei desde que começamos a morar juntos há uns quatro anos atrás. Antes ele podia comer e beber o que fosse que não sentia nada, agora, quando ingere alimentos muito gordurosos ele passa mal quase instantaneamente. Acho que o nosso corpo se acostuma com o que é mais saudável e ele pede por isso, quando o forçamos a digerir algumas “bombas” ele reclama.

Se você passar uma semana se alimentando bem, sem frituras, açúcar, alimentos processados, glúten, carnes, leite e derivados, apenas comendo de forma mais natural possível e ingerindo água em boa quantidade, notará que se sentirá mais leve, mais limpo. Não é um período prolongado, então acho que não será tão desesperador fazer esse teste. De vez em quando eu gosto de fazer isso eliminando o glúten, o açúcar e os industrializados, eu desincho que é uma beleza e as alergias somem.

Mas, sendo muito honesta aqui, não sei se um dia serei aquele tipo de pessoa que só se alimenta de forma 100% saudável, batatas fritas são irrecusáveis pra mim. Mas eu busco aquele ponto do meio, o meu equilíbrio, que é só meu e tão pessoal, assim como o seu é só seu.

O desejado é muito relativo, assim como a proporção peso x saúde, não existe uma receita única e exclusivamente correta que funcionará pra todos. Você pode experimentar e testar até descobrir o que é melhor pra você, porque o seu corpo já sabe as quantidades e os alimentos que precisa, basta aprender a ouvi-lo.

É fácil? Não necessariamente. Mas é uma escolha diária que tem me trazido vários benefícios.