A pergunta universal

a pergunta universal - doce cotidiano

Será que sou boa o bastante?

Todo mundo se sente incapaz e se questiona em algum momento da vida?

Sempre duvidei de mim mesma e, por mais que soubesse que era boa em algo, sempre pensei que não era boa o suficiente. O suficiente pra mim, o suficiente pro outro, o suficiente para obter sucesso. E, mesmo sabendo que me comparar com o outro era a certeza da frustração, eu não conseguia deixar de pensar que sempre existiria alguém melhor do que eu.

Eu sei que cada um tem algo único para contribuir, sei também que não é importante o quanto o outro é bom em algo, porque ninguém tem a mesma combinação de características que eu tenho, portanto, temos coisas diferentes a oferecer. Mas, ainda assim, me questiono, me coloco pra baixo, me imponho limites e não ouso ultrapassá-los.

Pensar que eu não sou boa o suficiente não me incentiva a perseverar, na verdade, é um sentimento castrador. Para algumas pessoas pode ser que tenha o efeito contrário, talvez, para elas, o NÃO seja um impulso para buscar o SIM.

Acho que o autoconhecimento é tão importante justamente por causa disso! A gente precisa entender que tipo de pessoas nós somos frente aos desafios para saber como lidar com eles. Não existe uma regra universal, a fórmula é quase tão individual quanto a impressão digital; cada um tem a sua.

Olhar pro lado, pra mim, só é bom se for para buscar inspirações; porque se eu busco algum incentivo, algum motivo, algo que me faça perseverar, devo olhar somente pro espelho.

Essa é a maneira que encontrei para lidar com as minhas dúvidas sobre mim e com o meu costume de desistir, e ainda estou tentando. É quase como tentar abandonar um vício; já tive inúmeras recaídas e talvez ainda tenha outras mais. O segredo é a persistência?

E você, o que você faz quando não se acha bom o bastante? O que te faz seguir em frente e não desistir?