gratidão

Os desejos que se realizam e o saber pedir

Os últimos acontecimentos me mostraram duas coisas muito importantes:

1. Desejos se realizam

2. Você precisa ser claro ao desejar hahaha

Essa mudança pra Curitiba tem sido um aprendizado constante e, se eu me permitir perceber as pequenas e grandes coisas e não focar somente nos desafios que eu ainda chamo de problemas (mas estou tentando mudar e encarar o desafio pelo o que ele é: uma oportunidade de crescimento), perceberei que quase tudo o que eu havia desejado por anos e anos se realizou.

Eu sempre gostei do frio, o calor me deixava irritada e alérgica.

Eu queria morar num bairro bem verde e cheio de árvores, porque o centro de Campinas era bem cinza.

Eu queria, um dia, poder morar no sul.

Eu queria morar num lugar onde eu me sentisse em casa ao andar nas ruas.

Eu queria poder fazer minhas compras a pé.

Eu queria uma cozinha maior, um banheiro maior e mais claro, mais um quarto em casa, uma sacada e uma vista.

Eu sempre quis morar num lugar em que a temperatura me permitisse usar aqueles cobertores fofos no sofá.

Cada um desses desejos se realizou, sem exceção.

Mas quando os probleminhas começaram a surgir nesse apartamento eu meio que me esqueci de que estava vivendo a realização de um sonho.

Eu queria morar numa cidade fria, não num apartamento frio. Não bate sol e, por ser antigo, não tem aquecimento a gás. A água é super gelada e o chuveiro não aquece o suficiente por ser 110V (coisa de prédio velho demais). Às vezes, é mais frio dentro do que fora de casa.

Não pudemos contratar a empresa de internet que queríamos porque a fiação não passava pelos dutos que são estreitos demais.

Problemas de estrutura, problemas com as esquadrias, problemas de vazamentos, problemas com vaga de garagem …. Problemas, problemas, problemas! E, como era uma coisa acontecendo atrás da outra, eu só foquei nisso por um tempo.

E por estar tão focada no que eu não gostava e não queria, deixei de ver a beleza das Araucárias e dos Cedros nas ruas do meu bairro.

Deixei de reparar nas montanhas ao fundo da paisagem que é possível ver das janelas de casa.

Deixei de apreciar o frio que sempre gostei.

Agora, enquanto escrevo na sala, o aquecedor portátil está ligado, estou usando 2 calças de lã, meias fofas e 2 blusas e, ainda assim, não consigo me aquecer. Nem em Tallinn passei esse frio dentro do apartamento. Mas, quer saber, uma hora ou outra eu me acostumo e, felizmente, esse apartamento é alugado e poderemos sair dele no ano que vem. E, agora, depois de tudo isso, já sei o que desejar e procurar para o próximo apartamento.

E o que eu quero mesmo, a cada vez que olhar pela janela e que sair pra caminhar, é me lembrar que todos os meus desejos foram realizados e que eu tenho muito a agradecer. Esse lugar é tão lindo e me faz sentir em casa e acho que isso é o mais importante.

Um novo ciclo

Um novo ciclo - doce cotidiano

Agora irei postar duas vezes na semana, toda segunda e quinta. Às segundas-feiras os posts serão como diários e, às quintas-feiras, temas diversos voltados para o autoconhecimento. Na verdade, pode ser que os dois se misturem um pouco, então vamos ver como fica daqui pra frente.

Já que é um recomeço, resolvi que o primeiro diário deveria iniciar com esse novo ciclo e, como foi meu aniversário no sábado, é sobre isso que eu quero falar.

Apesar de não ser muito fã de comemorações – quando é sobre mim -, gosto da ideia da passagem do tempo marcada em anos.

Completei 39 anos de vida e não tenho problema algum com esse número, na verdade, não me vejo tendo problema com idade alguma. Sei que os 40 serão incríveis, assim como os 50, 60, 70 e, se for muito abençoada, com os 80 e 90.

Apesar de algumas mudanças físicas que ocorreram no decorrer dos anos e que me dizem que estou envelhecendo, apesar de me considerar vaidosa e de me perguntar se lidarei bem com o efeito da gravidade nas próximas décadas, gosto de adicionar um número a mais na minha idade.

Se tem algo que você não vai me ouvir dizendo é que gostaria de voltar aos 20 com a cabeça que tenho hoje. Não tenho saudade nenhuma dos 20 anos, sério mesmo. Gosto tanto de quem eu me tornei!

Parece bobo dizer, mas tenho orgulho da minha idade. Acho lindo olhar pra trás e ver quantas coisas já vivi; quantos amores, quantas dores, quantas alegrias e aprendizado. 39 anos pode parecer pouco, mas também pode ser muito dependendo de como você viveu sua vida.

Então, nesse sábado, encerrei um ciclo de vida e iniciei outro e fui presenteada várias vezes com lindas demonstrações de afeto.

Minha família veio me visitar e, apesar de nenhum deles ser vegano e nem vegetariano, foram comigo num restaurante vegano da cidade onde moro. Não é a coisa mais linda?!

A presença do meu sobrinho já é um presente em si. Ser humaninho tão carinhoso e sensível, tão cheio de amor que me inunda e transborda toda vez que me chama de tia Xuxu. Basta eu me lembrar da voz dele me chamando que fico feliz por horas.

Recebi muitas mensagens e ligações carinhosas de pessoas que eu amo e uma linda surpresa vinda de um novo amigo. Um desenho meu, cheio de carinho e cuidado até nos detalhes das minhas tatuagens. Tocou tão fundo meu coração que me deu vontade de pegar um avião pra Curitiba só pra encher esse guri de abraços e beijos.

Foram tantos gestos de amor que fiquei pensando. Às vezes, a gente só valoriza aquilo que é palpável, aquilo que podemos usar, guardar, mostrar; e é legal ganhar presentes pensados em você, não vou negar. Mas, o que mais me toca, aquilo de que nunca me esqueço, aquilo que levo comigo e que não tem como perder, quebrar e nem estragar, é o amor. Esse permanece como uma luz bem dentro de mim, que ilumina minhas sombras e medos e cura as dores e tristezas.

Esse aniversário me fez sentir gratidão. Gratidão pelo ano de muito aprendizado que eu tive, gratidão por mais um ano de vida com saúde (saúde é um dos nossos bens mais preciosos), gratidão pelas pessoas que o Universo colocou em meu caminho para iluminarem a minha jornada, gratidão pelo amor que sempre recebo e que nunca me falta e gratidão por você, que está aí do outro lado, conversando comigo!

As pequenas bênçãos que não vemos

Outro dia encontrei uma lista que eu fiz há uns bons anos. Eu ainda trabalhava no banco, estava extremamente infeliz, deprimida e sem perspectivas. Nessa lista eu escrevi algumas ideias para continuar viva. Sim, escrevi exatamente assim: “ideias para continuar viva”! Eu sei, é muito drama, mas é como eu estava me sentindo na época.

Essas ideias eram pequenas coisas que eu gostaria de fazer no apartamento – ele é muito antigo e várias coisas me incomodavam -, como pintar o rejunte do banheiro, mudar a cor das paredes do apartamento, pintar a varanda que estava sem cor desde que eu me mudei, trocar o armário da pia da cozinha, instalar mais tomadas nas paredes, mudar as almofadas, comprar um suporte para colocar os sapatos ao chegar em casa … pequenas coisas para deixar o apartamento mais aconchegante.

Sabe o que eu percebi ao reler a lista? Que, no decorrer dos meses e anos, 100% de tudo o que queria estava feito e eu não tinha me dado conta.

Fiquei pensando, quantas vezes pedimos e sonhamos com algo e, ao conseguirmos, não percebemos que realizamos nossos desejos antigos.

Será que é ingratidão ou é só falta de atenção mesmo?

A gente se dá conta e agradece por todas as oportunidades, acontecimentos e felicidades? A gente percebe cada pequena bênção disfarçada? Há um ano eu escrevi sobre isso e, alguns meses depois, esqueci de tudo e voltei a viver no piloto automático.

Acho que está na hora de voltar com o antigo hábito de fazer um diário de gratidão. Antes de dormir, eu devo escrever pelo menos três coisas pelas quais sou grata no meu dia e, mesmo nos piores dias, vou perceber que ainda existe motivo para agradecer; nem que seja a comida na geladeira, um teto sobre a minha cabeça e uma cama confortável pra dormir.

Sonhos e Desejos – Por que eu faço listas?

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Eu escrevo sobre meus sentimentos, medos, desejos e amores desde que me entendo por gente. Pra mim, a escrita é uma feitiçaria, como se eu fosse uma bruxa mexendo um preparo no caldeirão, porque enquanto escrevo eu crio, eu ressignifico, reelaboro e reorganizo tudo o que está confuso dentro de mim. Escrever é pura magia.

E, porque gosto de escrever sobre tudo, recentemente peguei o gosto por escrever num diário de gratidão (ainda não tão frequentemente quanto eu gostaria) e, principalmente, por fazer listas. Listas de sonhos, de desejos e de metas que quero alcançar.

Vou dizer 3 motivos pelos quais eu crio listas, talvez você tenha os seus e eles sejam diferentes dos meus, se for, me conte nos comentários!

1 – Verbalizar o que eu quero é muito bom, escrever num papel é melhor ainda

Quando escrevo, me dou a possibilidade de ler e reler sempre que eu quiser. Muitas vezes, eu só descubro certas coisas sobre mim quando as coloco no papel, sem filtros, sem julgamentos, sem rasuras.

Escrever é como um contrato que faço comigo e com os meus desejos. Mas, é um “documento” que permite total flexibilidade, posso alterar as cláusulas sempre que tiver vontade.

Não existe limite, todo o sonho é válido e vale a pena ser sonhado e anotado.

2 – Gosto de escrever e “perder” o papel

Não escrevo com data certa para abrir. É como se eu jogasse meus pensamentos ao vento e os esquecesse por um tempo. Volto à minha rotina e vivo a minha vida sem ficar me prendendo ao que eu escrevi.

Entrego os meus sonhos. Entrego e confio que o Universo mexerá seus pauzinhos.

3 – Por último e, pra mim, o mais importante, encontrar uma lista antiga por acaso

Essa semana aconteceu isso comigo! Estava folheando um dos cadernos que uso para estudos e encontrei uma lista que fiz no fim do ano passado. Era um misto de pensamentos positivos com desejos para 2015.

E foi maravilhoso perceber que muitas das coisas que sonhei pra mim já tinham acontecido.

Às vezes, quando não na maior parte do tempo, nós não percebemos como somos abençoados diariamente. Se vivemos só no piloto automático deixamos de enxergar cada pequena coisa incrível que nos acontece, como os pequenos sonhos que já realizamos e nem nos demos conta e as metas que foram tão sonhadas e já foram alcançadas. Por isso, acho tão importante escrever.

Sempre existe algo para ser grato!