Tentando deixar a rigidez de lado

Estava aqui pensando no quanto tenho de rigidez dentro de mim, no quanto posso ser inflexível com os meus pensamentos e na minha forma de encarar a vida, no quanto tento impor minha verdade para o meu parceiro, principalmente, e na minha dificuldade de não julgar/respeitar a verdade do outro.

Admitir pra mim mesma essas características das quais não me orgulho faz parte da minha jornada de autoconhecimento. Reconhecer as minhas imperfeições, que são tantas, e tentar lidar com elas da melhor forma possível tem sido um belo desafio.

Cada um tem suas crenças ou a falta delas, e cada um vive de acordo com o que acha certo ou de acordo com o que os outros acham certo e, baseado nisso, fazem suas escolhas.

As minhas crenças foram mudando com o tempo, mas certas coisas permaneceram imutáveis em mim.

Eu acredito que exista muito mais do que podemos ver e compreender, neste e em outros mundos. Acredito que o Universo é grande demais para que nos coloquemos como o centro dele, como sendo a única forma de vida inteligente que nele habita.

Acredito que a morte terrena seja só uma passagem e que esse ciclo de vida neste plano é só uma pequena parte de tudo o que já vivi e ainda vou viver.

Acredito que estamos todos interligados energeticamente – seres humanos, animais e natureza – e que o mal feito a um afeta a todos.

Acredito que encarnei aqui como parte do meu processo evolutivo espiritual e que esse ciclo ainda se repetirá incontáveis vezes, neste ou em outro planeta.

Acredito na ação e na reação, mesmo que a reação não seja imediata.

Acredito na luz e na sombra, no bem e no mal, e que são as minhas atitudes, pensamentos e escolhas que me levarão para perto de um ou de outro. Mas sei que ambos fazem parte de mim.

Acredito que o mal pode ser contagioso, assim como o bem também é. Eu realmente acredito que gentileza gera gentileza.

Acredito na natureza. Na sua beleza, no seu poder de regeneração e cura, na sua energia pura e na sua sabedoria infinita.

Acredito no Amor, mesmo que eu ainda não saiba amar.

Essas são algumas de minhas crenças e de acordo com elas tento viver a minha verdade.

Tenho me questionado bastante ultimamente. Esse olhar atento é uma vigília às minhas atitudes e pensamentos e me faz perceber que os aprendizados são diários e que escorrego vezes sem fim.

Me percebo como um bebê aprendendo a andar, tentando se levantar, caindo, perdendo o equilíbrio, engatinhando e persistindo. Eu levanto, caminho um pouco, me desequilibro e caio, levanto de novo, caminho mais um pouco e lá vou eu pro chão outra vez.

Acho que isso faz parte do crescimento, né? Tudo o que está vivo passa por um processo evolutivo e tudo muda com o tempo, mesmo aquelas pessoas que dizem não mudar nunca.

Então o que me resta é me tornar o mais maleável possível para não quebrar sob fortes vendavais e tempestades. Meu corpo sempre teve a sua maleabilidade inata, meu desafio maior é com a minha mente.