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Dica – substituições para o ovo e o melhor bolo de laranja

Acho que já comentei aqui que adoro cozinhar (e comer) e, depois do veganismo, esse sentimento triplicou. Às vezes, chego a passar horas na cozinha preparando nossas comidinhas.

Como você deve saber, a alimentação vegana não inclui nada que derive da exploração animal, como carnes (de todas as espécies), leites e derivados, ovos e mel. Então, para quem estava acostumada a usar ovo no preparo de bolos, tive que pesquisar formas de substituí-lo.

Dependendo da função que o ovo desempenha na receita, ele pode ter um substituto no reino vegetal, seja pra dar liga, pra emulsificar, pra dar leveza à massa. É claro que quando a quantidade necessária de ovos é grande demais, fica bem difícil encontrar um substituto, mas não vejo um problema nisso, é só não veganizar aquela receita específica e partir pra outra.

Têm alguns sites que dão algumas possibilidades e vou compartilhar com vocês. Algumas dessas dicas eu já testei.

1. Vegvida

2. Chubbyvegan

3. Veggietal

Agora, recentemente, meu coração se rendeu ao inhame depois dessa dica aqui

4. Menubacana

Por enquanto eu só testei em bolos e já me apaixonei, acho que é o melhor substituto everrrrr! Aliás, há algumas semanas eu fiz um bolo de laranja sem o inhame e não fica a mesma coisa, quebra com mais facilidade.

O inhame é cheio de possibilidades, tanto em receitas doces como em receitas salgadas (tem essa receita que eu compartilhei há um tempo), e já virou ingrediente fixo aqui em casa, sem contar que é SUPER SAUDÁVEL, né?

Vou compartilhar com vocês uma das minhas receitas favoritas usando o purê de inhame num bolo de laranja DE-LI-CI-O-SO!

Ingredientes
1 e ½ xícara de farinha (uso 1/3 dessa quantidade de farinha integral)
1 xícara de suco de laranja
¾ xícara de açúcar demerara
½ xícara de óleo vegetal
2 colheres de sopa do purê de inhame
Raspas da casca da laranja (sem a parte branca, senão amarga)
1 colher de sopa de fermento para bolo
1 colher de café de vinagre de maçã

Modo de preparo
Misturar os 6 primeiros ingredientes (não uso batedeira, faço tudo a mão mesmo), depois acrescentar o fermento e o vinagre e misturar delicadamente.
Assar em forno pré-aquecido a 180 graus. Não vou dar um tempo exato porque depende de cada forno, mas quando a sua casa estiver perfumada com o cheirinho da laranja é bom checar o forno.

O bolo é pequeno (somos só 2 aqui em casa e eu acabo comendo praticamente tudo sozinha), então eu uso uma forma para bolo inglês (10 x 24,5cm) ou uma forma retangular pequena (18 x 22cm).

Se quiser pode colocar uma calda de laranja ou de chocolate, mas esse bolo é tão saboroso que eu acabo comendo sem cobertura mesmo.

Dica – “croquete” MA-RA-VI-LHO-SO

Eu gosto de pegar algumas receitas na internet pra ajudar na diversificação do cardápio de casa, pra aprender a usar um mesmo ingrediente de diversas maneiras e também para exercitar a minha criatividade, porque depois que aprendo a base, gosto de seguir minha intuição no preparo.

Esse “croquete” já virou o queridinho por aqui, o Ciro disse que é o melhor bolinho que ele já comeu. Fica realmente muito bom!

Para quem não pode ou não quer ingerir glúten, para quem quer preparar comidinhas saudáveis e livres de qualquer tipo de exploração animal, para quem quer aprender receitas simples e rápidas, a Alana dá diversas dicas, tanto no Instagram quanto no Youtube.

Abaixo tem o vídeo da Alana e a descrição do preparo. Se você não tem prática na cozinha, recomendo que assista.

Ingredientes
2 xícaras de feijão branco cozido (sem o caldo)
2 xícaras de inhame cozido
Cebolinha, salsinha, orégano, noz moscada, sal, alho em pó a gosto
2 colheres de sopa de farinha de arroz
Farinha de linhaça para empanar
2 limões

Modo de preparo
Antes de cozinhar o feijão e o inhame é importante deixá-los de molho em água. O feijão branco tem que ficar de molho pelo menos por 24 horas e o inhame, no mínimo 12 horas se for cozido e 24 horas se for ingerido cru. Lembrando que essa água deve ser descartada e uma nova deve ser colocada para o cozimento. Como serão usados para fazer os bolinhos, não é necessário cozinhá-los com tempero, apenas com água.

Amassar o feijão e o inhame, colocar os temperos e misturar bem. A quantidade de temperos é a gosto, então prove um pouquinho antes de moldar. Pode fazer em formato de bolinhas, de croquete, como você preferir.

Empanar com a farinha de linhaça dourada e levar ao forno por uns 20 minutos para dourar.

Você pode adequar essa receita para a quantidade que desejar e também pode ser criativo com os temperos.

Aqui em casa, além dessa receita, fiz uma variação de batata doce com feijão carioca e imagino que também deve ficar bom com feijão preto. Ah, também já usei essa “massa” pra fazer hambúrguer.

Já coloquei um pouquinho de azeite de oliva extravirgem na massa, já usei chimichurri, já usei tempero desidratado de cebola, alho e salsinha … resumindo, siga seu gosto e intuição. Cozinhar é isso: criar, testar, reinventar, provar, tentar de novo e se deliciar.

Faça e me diga o que achou! E se usar outras misturas e temperos, me conte também.

Os cheiros, as lembranças e a saudade da vó

Eu tenho um tanto de focinho de cachorro quando se trata do meu nariz e, fora esse faro tão característico, somado a isso vem a minha memória olfativa.

Certos cheiros me levam de volta a vários lugares do meu passado, me fazendo lembrar de situações, pessoas e eventos, trazendo sentimentos, imagens e recordações esquecidas.

Com um aroma posso lembrar de alguém, da roupa que essa pessoa estava usando quando eu senti esse cheiro, do que eu senti ao abraçá-la, da conversa que tivemos e por aí vai.

Hoje, em meio a diversão de testar receitas veganas que peguei na internet, um dos processos trouxe um cheiro forte de saudade. Foi a primeira vez que lidei com fermento biológico seco e, ao fazer a “esponja” para incorporar à farinha, senti o cheirinho que sentia na minha infância quando via minha avó fazendo pães, massas e todas as coisas maravilhosas que só ela sabia fazer.

Um simples aroma me fez viajar no tempo, me levando de volta à cozinha da casa onde morei no bairro Alto do Mandaqui, em São Paulo, quando criança.

Minha avó tinha vários dons, mas dois deles foram os mais marcantes pra mim: seu dedo verde (tudo o que ela tocava florescia) e sua mão para cozinhar. De todas as coisas mais gostosas que já experimentei, a grande maioria foi feita por ela.

Nas pequenas coisas do dia a dia as melhores lembranças são construídas e muitas vezes não nos damos conta, e então, décadas se passam e um pequeno acontecimento traz tudo à memória outra vez.

Os cheiros são muito importantes pra mim, eles contam uma história.