Tentando sair do conformismo

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Estava aqui pensando no conformismo, no meu conformismo pra ser bem específica.

Você sabe qual é o significado dessa palavra?

Conformismo é o comportamento ou tendência de se conformar, é aceitar uma situação indesejada sem se opor, é passividade.

E, por mais que eu goste de acreditar que sou “briguenta” para me defender, para defender os outros ou as causas que acredito, eu não sou essa pessoa o tempo todo. Já me calei inúmeras vezes em situações que deveria ter falado, já deixei de agir quando deveria ter agido e permiti que injustiças fossem cometidas com a minha omissão.

Quando questiono o porquê de ser assim, não posso deixar de me perguntar: do que eu tenho medo? O que me impede de ser a pessoa que quero ser?

Ficar quieta no meu canto me dá uma falsa sensação de proteção, porque se eu me torno invisível, não há mal que me alcance. Mas, mesmo sabendo que isso não é verdade, mesmo sabendo que o NÃO agir não me protege, eu persisto nesse comportamento. Não é algo que me traga orgulho, muito pelo contrário. Admitir isso aqui é tão difícil quanto admitir pra mim mesma que eu não sou quem eu pensava ser. Atualmente, tenho descoberto muitas coisas a meu respeito, algumas boas e outras não tão boas, e fica evidente o quanto eu ainda me desconheço.

Mas tudo bem, perceber minhas qualidades e defeitos faz parte do processo de autoconhecimento. E, já que me propus embarcar nessa jornada, tenho que encarar qualquer cenário e situação que cruzar meu caminho, por mais desafiante que possa parecer num primeiro momento.

Entendo que isso vale para qualquer comportamento que eu quero mudar em mim e percebo que a única forma de ser quem eu quero ser, é sendo. Parece meio óbvio afirmar isso, e é, mas nem por isso é simples.

Então, como mudar? Como me tornar a pessoa que eu quero ser? Como sair da passividade para a ação?

Não acho que exista uma receita padrão a ser seguida, pois cada um sabe o que funciona consigo mesmo, ou se não sabe, irá descobrir no tentar.

Pra mim, eu descobri que preciso dar um primeiro pequeno passo, fazendo as coisas que eu estava adiando fazer, seja por medo, por preguiça ou por qualquer outro motivo que me impedisse de agir, e então o resto da caminhada se torna um pouco menos difícil.

Eu preciso escrever e verbalizar as minhas dificuldades para que eu as reconheça e aprenda a lidar com elas. Eu preciso não me culpar pelos tropeços e pelas minhas deficiências. Eu preciso me aceitar como um ser humano falho e que ainda está muito longe da perfeição. Eu preciso me cobrar menos e me perdoar mais. Tudo isso me ajuda um pouco a sair do lugar da não ação.

Acho que sempre existirá algo a ser mudado e aperfeiçoado e entendo que isso faz parte da vida e da nossa necessidade de evolução. O meu desafio é lidar com isso de uma forma leve e num processo contínuo, sem meus longos períodos de estagnação e sem o conformismo presente.