Sonhos para 2018 e para a vida

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A virada de ano se aproxima e, geralmente nessa época, costumamos fazer uma análise do ano que está terminando. O que fizemos? O que aprendemos? O que realizamos e o que deixamos pra depois? O que fizemos de bom e o que podemos melhorar?

Nesse momento de reflexão, podemos rever algumas atitudes e costumes antigos que já não nos servem mais e que já não fazem mais sentido. Nós evoluímos com o passar dos séculos e não precisamos mais viver como nossos antepassados viviam. Arranjar desculpas para as nossas escolhas que impactam negativamente na vida dos outros já não funciona mais.

Se todos nós sonhamos com um mundo de amor e de paz, como podemos compactuar com a violência, a tortura, o confinamento e o sofrimento de milhares de animais que são “criados” para segundos de prazer gustativo e para o enriquecimento de alguns poucos humanos?

Se todos desejamos um país governado por políticos decentes, justos e éticos, como podemos justificar as nossas pequenas corrupções do dia a dia?

Se todos nós queremos viver livres e sem julgamentos e se queremos ser respeitados por quem somos, por que continuamos cerceando a liberdade alheia com os nossos comentários e escolhas?

Se queremos que o nosso espaço seja respeitado, precisamos respeitar o espaço do outro, então, por que ainda soltamos fogos de artifícios barulhentos? Já é fato sabido que atormentam tantas pessoas, principalmente crianças e idosos; que machucam vários animais – ou atingidos diretamente pelos fogos, ou que se ferem tentando fugir e se proteger – e que, muitas vezes, causam suas mortes. Será que não somos capazes de festejar algo sem incomodar ou ferir alguém?

Será que só o meu prazer e desejo importam, mesmo quando eles causam o mal a milhares de vidas?

Não adianta esperar por um ano diferente e melhor se continuamos fazendo tudo igual. Não adianta querer receber amor se propagamos a dor diariamente com as nossas escolhas. Não adianta pedir pela paz e, no dia a dia, disseminar a violência.

Então, pra esse novo ano que se inicia, eu desejo que a gente aprenda a olhar mais para o outro e menos para o próprio umbigo, e que quando olharmos para o nosso umbigo que seja para nos conhecermos melhor e para cuidarmos da nossa saúde mental, física e espiritual.

Que a compaixão pelo outro seja diária e que ela comece no prato, e assim se estenda a todas as nossas ações e a todos os seres.

Que a gente entenda, de uma vez por todas, que o planeta Terra é a nossa casa e que não existe lado de fora. Todo o lixo gerado e descartado aqui, aqui permanece.

Que possamos nos desapegar dos excessos, de posses e de sentimentos destrutivos.

Que possamos olhar a dor do outro e senti-la como parte de nós.

Que possamos abrir mão de alguns segundos de prazer que causam a dor e a morte de milhares de seres de amor.

Que sejamos luz e que possamos iluminar a escuridão que nos habita.

Nos vemos de novo em 2018.

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