Dicas

Alguns livros dessa jornada

Minha casa sempre foi repleta de livros, de todos os tipos, graças à minha mãe. Eu ganhei meu primeiro conto de fadas aos três anos de idade – ainda tenho esse livro – e, desde que aprendi a ler, meu universo ganhou mais cor e mais vida com a paixão pela leitura.

Eu amava quando éramos obrigadas a ler os livros pedidos na escola. Minha mãe mal comprava e eu já os devorava, como uma esfomeada, numa gana por viajar naquelas páginas e descobrir novos mundos e sentimentos. A literatura sempre foi meu grande prazer e é assim até hoje.

Já deixei de comer simplesmente porque estava tão absorta lendo que eu me esquecia de almoçar ou jantar. Não existe outra coisa no mundo que prenda minha atenção e meus sentidos dessa forma tão intensa, não como um bom livro.

Além de um bom romance, livros policiais, suspense e ficção científica, também curto muito estudar através da leitura. Tenho mais facilidade em absorver uma informação quando a leio do que quando a escuto.

Hoje quero compartilhar seis livros que tiveram, e ainda tem, um papel muito importante nessa minha viagem do autoconhecimento.

AME A REALIDADE, da Byron Katie

ESCOLHA SUA VIDA, da Paula Abreu

LIMITE ZERO, Joe Vitale e Ihaleakala Hew Len, PhD (Sobre Ho’oponopono)

AMAR E SER LIVRE, Sri Prem Baba

COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA, Marshall B. Rosenberg

O PODER DO AGORA, Eckhart Tolle

Eu já tive bastante preconceito com os livros considerados de autoajuda, tinha até vergonha de comprá-los em livrarias físicas porque não queria que me vissem como “fracassada” ou desesperada. Uma baita babaquice, eu sei.

Hoje enxergo esses livros de uma outra forma, porque eu vejo esses autores como seres humanos que também passaram por dificuldades, que também estão em busca de si mesmos, que descobriram uma forma diferente de lidar com suas questões e resolveram compartilhar suas jornadas e descobertas através da escrita.

Seja como um instrumento de aprendizado ou como lazer, a leitura é sempre um excelente hábito. Recomendo!

Ah, aceito dicas de livros.

Sobre a escrita e a cura

Sobre a escrita e a cura - doce cotidiano

Sabe aqueles dias em que você precisa desabafar para organizar seus pensamentos e sentimentos?

Quando você sente que seu peito está oprimido e você não sabe se vai conseguir lidar com essa sensação?

Quando você está confuso e perdido e nada parece fazer sentido e você só queria sumir pra não ter que encarar o que está trancado dentro de você?

Quando você pensa que não vai mais suportar ser você e viver nessa angústia?

Para todas essas situações, terapia é sempre uma boa alternativa. Às vezes, tudo o que precisamos é da escuta de um profissional qualificado e em quem possamos confiar. Aliás, se você está se sentindo assim na maior parte do tempo, recomendo fortemente que procure ajuda.

Aliado a isso, uma das coisas que mais me ajudou no decorrer da minha vida, foi a escrita. Sei que já falei inúmeras vezes sobre o poder “curativo” do escrever, mas é porque comprovei por experiência própria o bem que esse simples ato proporciona.

Você não precisa se considerar um bom escritor, os erros de português não contam nessa atividade, você não será julgado ou avaliado; você só precisa de um papel e caneta (sim, papel e caneta; sou dessa geração e acho que os efeitos são melhores assim). E, mais importante de tudo, se permitir e ser honesto com você.

No início é meio difícil, você pode se sentir envergonhado por registrar sentimentos e pensamentos que você não gostaria de admitir que sente e pensa, você pode se sentir meio travado e não saber bem como fazer, mas o importante é começar.

Quanto mais você escrever, mais fácil fica. Dar “voz” aos sentimentos é como qualquer outro exercício, a gente precisa de prática. E, praticando, você conseguirá acessar, mais e mais, os cantos mais escondidos dentro de si.

Às vezes, o simples ato de reconhecer um sentimento e marcá-lo no papel já tem um efeito libertador e você pode sentir que um peso enorme foi tirado de cima do peito. Outras vezes, você precisará ler e reler o que foi escrito, se colocando como alguém de fora que está lendo a carta de um amigo querido que precisa de ajuda.

Você já percebeu como é muito mais fácil ser empático, ter compaixão e entender o problema quando é o dos outros? Quando é com a gente, podemos ser duros demais. Por isso, ao ler o que você escreveu, tente sair um pouco do seu papel e se transporte para o lugar desse Outro; já tive muitos insights assim. Algumas respostas e soluções ficam mais fáceis de serem vistas a certa distância.

Colocar seus sentimentos para fora, falando ou escrevendo, tem efeito de cura. Mas, pra mim, a escrita tem um benefício a mais, porque ela possibilita a leitura e releitura e você não precisa contar somente com a sua memória para relembrar o que foi “dito”.

Dê uma chance a essa atividade e depois me conta o que achou.

Vivendo o que eu acredito

vivendo o que eu acredito - doce cotidiano

Nesse período de autoconhecimento incorporei novos hábitos à minha vida. Fiz algumas trocas, experimentei o diferente, testei receitas, desafiei o paladar. Depois de Piracanga, principalmente, senti que precisava viver o que fazia sentido pra mim.

Começamos com pequenas coisas, principalmente o que fosse um pouco mais acessível, sem mudanças bruscas demais (tudo o que é feito radicalmente acaba não se sustentando pra mim). A separação dos recicláveis já fazíamos há um tempo em casa, mas ainda me incomoda ver a quantidade de lixo que produzimos.

Mudamos a pasta de dente, o sabonete e o enxaguante bucal. Agora usamos produtos que não agridem nem nosso corpo, nem os animais e nem o planeta. Claro que esses produtos são um pouco mais caros do que as marcas comuns encontradas no supermercado (pelo menos por enquanto), mas aí coloco os prós e contras na balança. Lembrando também que, se tiver disposição e interesse verdadeiro, posso aprender a fazer meus próprios produtos. Essa ideia realmente me agrada.

Já consegui fazer isso com o desodorante. Peguei uma receitinha no Instagram da linda Alana do The Veggie Voice, com óleo de coco e bicarbonato de sódio. Coloquei umas gotinhas de óleo essencial de lavanda e ficou incrível. Achei muito bom, gostei do resultado. Então, minha professora de Pilates falou sobre o leite de Magnésia e resolvi testar (e só depois que já estava usando há um mês vi essa receita dada pela Bela Gil). Numa embalagem roll-on de um antigo desodorante coloquei o leite de Magnésia e as gotinhas de óleo essencial de lavanda (pode ser outro óleo essencial de sua preferência, é que eu e a lavanda temos um caso de amor antigo). Eu e o Ciro acabamos com o primeiro potinho e já refiz.

Inicialmente, senti que a axila passou por um período de adaptação, parece que estava se desintoxicando dos antigos desodorantes antitranspirantes que eu usava. Sabe aqueles desodorantes que te deixam com a sensação de que tem uma camada de cola na pele? Eu odiava aquilo. É claro que agora eu transpiro (afinal, esse é um processo normal do nosso corpo), mas não acho que é nada excessivo e nem fico fedendo. O importante é que me sinto bem, com a pele respirando, sem um monte de químicos prejudicando minha saúde.

Ainda tenho alguns hidratantes antigos em casa, mas dou preferência para os óleos naturais e cremes de marcas veganas. Os óleos da linha da Sacerdotisa são incríveis (aliás, ela também faz um desodorante muito bom). Também tenho um óleo corporal da PachaMama que adoro. Existem vários opções pra quem quer seguir essa linha. São super cheirosos, não agridem a pele, nem os animais e nem o meio ambiente e me fazem sentir uma conexão maior com a natureza. E isso é muito importante pra mim.

Para aqueles produtos que ainda não consegui encontrar uma versão mais ecológica, tento selecionar aquelas marcas que não testam em animais (aliás, acho que já está mais do que na hora de pararem com esses testes. Sério!). Sinto que esse será um caminho natural no futuro, pra todos nós. Já está ficando claro que não tem mais como vivermos dessa forma, desconectados da natureza, maltratando os animais, envenenando nossos corpos com tanta química. Estamos ficando doentes, estamos matando nosso planeta. A mudança é um caminho inevitável, é uma questão de sobrevivência.

Aqui eu estou falando do que é importante e faz sentido pra mim. Meu coração está me levando por esse caminho e achei que já estava mais do que na hora de viver o que eu acredito.

Sentir é bom! Tristeza não é doença

tristeza não é doença - Doce Cotidiano

Por que não é mais permitido sofrer?

Por que o sofrimento foi considerado uma doença que deve ser tratada por psiquiatras com altas doses de medicamento? Por que, para fugir da dor, muitas vezes nos anestesiamos com drogas e bebidas?

Um coração partido, uma traição, a perda de alguém, uma grande decepção, qualquer sentimento que nos cause dor, sofrimento e lágrimas, é natural. Sofrer não é doença (estou desconsiderando depressão e outras patologias, ok).

Imagine uma criança que chora algumas noites porque teve um pesadelo. Você lhe receitaria ansiolíticos, antidepressivos ou remédios para induzir o sono? Espero que não! O que você talvez faça seja acalentar essa criança, dar-lhe amor, perguntar sobre o pesadelo, dizer que nada de mal vai lhe acontecer enquanto ela dorme, talvez durma com ela o restante da noite para protegê-la dos “monstros”.

Então, a gente cresce, e é claro que ainda teremos os nossos “monstros”. Ninguém passa uma vida sem sentir nada (bom, talvez os psicopatas), e sentir é bom, significa que estamos vivos e que ainda nos emocionamos. A dor é um ótimo sintoma. Imagine se ela não existisse!

A gente adoeceria até a morte sem ter a chance de perceber que estávamos doentes. Nossa mão continuaria queimando no fogo antes de percebermos que algo estava errado e retirá-la.

É claro que ninguém quer sofrer e, podendo escolher, definitivamente a gente evitaria situações que nos causam sofrimento. Mas, acredito que todas essas situações, que tendem a ser transformadoras, são essenciais para o nosso desenvolvimento e evolução.

Essa semana, assistindo um episódio de uma série que adoro – Grey’s Anatomy -, o cirurgião Owen Hunt, numa conversa com uma amiga que estava sofrendo (não vou me aprofundar porque corro o risco de dar spoiler), disse algo que eu acho que cabe muito bem aqui.

“Tudo isso que você está administrando. A ideia não é administrar nada.
A ideia é sentir. Tristeza, pesar, dor. É normal. Não é normal para você, porque nunca fez isso. Em vez de sentir a dor, você engole tudo e parte para as drogas. Em vez de atravessar a dor, você foge dela.
Em vez de lidar com a mágoa e a solidão e com medo que só existisse esse sentimento de vazio, eu fugi. Fugi e me alistei para outra temporada de exercícios.
Nós fugimos e medicamos.
Fazemos o que precisar para anestesiar a sensação, mas isso não é normal.
Nós temos que sentir. Temos que amar e odiar. E nos machucarmos, sentir pesar, quebrarmos, sermos destruídos.
E nos reconstruirmos para sermos destruídos de novo.
Isso é humano. Isso é humanidade.
Isso é estar vivo. Essa é a questão. Essa é a ideia. Não evite isso.”

Então, tenha amigos para te confortarem num momento de pesar, procure ajuda sempre que sentir que está difícil carregar o fardo sozinho, chore, grite, escreva, desabafe, mas SINTA! A gente precisa sentir, a gente foi feito para sentir. E, enquanto estivermos vivos, vamos sentir. Não há nada de errado nisso!

Sonhos e Desejos – Por que eu faço listas?

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Eu escrevo sobre meus sentimentos, medos, desejos e amores desde que me entendo por gente. Pra mim, a escrita é uma feitiçaria, como se eu fosse uma bruxa mexendo um preparo no caldeirão, porque enquanto escrevo eu crio, eu ressignifico, reelaboro e reorganizo tudo o que está confuso dentro de mim. Escrever é pura magia.

E, porque gosto de escrever sobre tudo, recentemente peguei o gosto por escrever num diário de gratidão (ainda não tão frequentemente quanto eu gostaria) e, principalmente, por fazer listas. Listas de sonhos, de desejos e de metas que quero alcançar.

Vou dizer 3 motivos pelos quais eu crio listas, talvez você tenha os seus e eles sejam diferentes dos meus, se for, me conte nos comentários!

1 – Verbalizar o que eu quero é muito bom, escrever num papel é melhor ainda

Quando escrevo, me dou a possibilidade de ler e reler sempre que eu quiser. Muitas vezes, eu só descubro certas coisas sobre mim quando as coloco no papel, sem filtros, sem julgamentos, sem rasuras.

Escrever é como um contrato que faço comigo e com os meus desejos. Mas, é um “documento” que permite total flexibilidade, posso alterar as cláusulas sempre que tiver vontade.

Não existe limite, todo o sonho é válido e vale a pena ser sonhado e anotado.

2 – Gosto de escrever e “perder” o papel

Não escrevo com data certa para abrir. É como se eu jogasse meus pensamentos ao vento e os esquecesse por um tempo. Volto à minha rotina e vivo a minha vida sem ficar me prendendo ao que eu escrevi.

Entrego os meus sonhos. Entrego e confio que o Universo mexerá seus pauzinhos.

3 – Por último e, pra mim, o mais importante, encontrar uma lista antiga por acaso

Essa semana aconteceu isso comigo! Estava folheando um dos cadernos que uso para estudos e encontrei uma lista que fiz no fim do ano passado. Era um misto de pensamentos positivos com desejos para 2015.

E foi maravilhoso perceber que muitas das coisas que sonhei pra mim já tinham acontecido.

Às vezes, quando não na maior parte do tempo, nós não percebemos como somos abençoados diariamente. Se vivemos só no piloto automático deixamos de enxergar cada pequena coisa incrível que nos acontece, como os pequenos sonhos que já realizamos e nem nos demos conta e as metas que foram tão sonhadas e já foram alcançadas. Por isso, acho tão importante escrever.

Sempre existe algo para ser grato!