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Sonhos e Desejos – Por que eu faço listas?

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Eu escrevo sobre meus sentimentos, medos, desejos e amores desde que me entendo por gente. Pra mim, a escrita é uma feitiçaria, como se eu fosse uma bruxa mexendo um preparo no caldeirão, porque enquanto escrevo eu crio, eu ressignifico, reelaboro e reorganizo tudo o que está confuso dentro de mim. Escrever é pura magia.

E, porque gosto de escrever sobre tudo, recentemente peguei o gosto por escrever num diário de gratidão (ainda não tão frequentemente quanto eu gostaria) e, principalmente, por fazer listas. Listas de sonhos, de desejos e de metas que quero alcançar.

Vou dizer 3 motivos pelos quais eu crio listas, talvez você tenha os seus e eles sejam diferentes dos meus, se for, me conte nos comentários!

1 – Verbalizar o que eu quero é muito bom, escrever num papel é melhor ainda

Quando escrevo, me dou a possibilidade de ler e reler sempre que eu quiser. Muitas vezes, eu só descubro certas coisas sobre mim quando as coloco no papel, sem filtros, sem julgamentos, sem rasuras.

Escrever é como um contrato que faço comigo e com os meus desejos. Mas, é um “documento” que permite total flexibilidade, posso alterar as cláusulas sempre que tiver vontade.

Não existe limite, todo o sonho é válido e vale a pena ser sonhado e anotado.

2 – Gosto de escrever e “perder” o papel

Não escrevo com data certa para abrir. É como se eu jogasse meus pensamentos ao vento e os esquecesse por um tempo. Volto à minha rotina e vivo a minha vida sem ficar me prendendo ao que eu escrevi.

Entrego os meus sonhos. Entrego e confio que o Universo mexerá seus pauzinhos.

3 – Por último e, pra mim, o mais importante, encontrar uma lista antiga por acaso

Essa semana aconteceu isso comigo! Estava folheando um dos cadernos que uso para estudos e encontrei uma lista que fiz no fim do ano passado. Era um misto de pensamentos positivos com desejos para 2015.

E foi maravilhoso perceber que muitas das coisas que sonhei pra mim já tinham acontecido.

Às vezes, quando não na maior parte do tempo, nós não percebemos como somos abençoados diariamente. Se vivemos só no piloto automático deixamos de enxergar cada pequena coisa incrível que nos acontece, como os pequenos sonhos que já realizamos e nem nos demos conta e as metas que foram tão sonhadas e já foram alcançadas. Por isso, acho tão importante escrever.

Sempre existe algo para ser grato!

5 Coisas que me desconectam de mim

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1. Dizer SIM quando eu quero dizer NÃO

Dizer não sempre foi algo difícil pra mim, principalmente para estranhos. Engraçado, né?

Algumas das situações que sempre me deixaram incomodada em dizer NÃO: em relações que não me sinto 100% confiante; quando estou com pessoas que não tenho intimidade ou quando me sinto “coagida” ou ” inferior” numa posição hierárquica e no início da minha vida afetiva, quando minha autoestima era baixa.

Usei o verbo no passado porque já não funciono assim o tempo todo. Não vou dizer que isso é fácil hoje em dia, porque não é, ainda tenho que exercitar essa prática, mas posso afirmar que melhorei bastante.

Dizer SIM quando eu quero dizer NÃO é algo que me desconecta de mim porque me faz sentir falsa e pequena.

2. Quando perco a paciência

Não sei dizer se sempre fui impaciente, talvez você possa dizer que sim, e essa minha impaciência costuma trazer com ela uma certa dose de agressividade.

Não é uma agressão física, o que rola é só verbal. Também não posso dizer que é verbal, porque a palavra pode ferir mais do que um tapa, e esse sempre foi um “dom” meu.

Os anos passaram, aprendi muitas coisas, adquiri um tanto de consciência e, com ela, a necessidade de ser gentil, de abraçar a minha sombra e usá-la somente para o bem. Então, toda vez que deixo a impaciência se transformar em agressividade (sim, isso ainda acontece), sinto que me perdi de mim.

3. Quando tento agradar alguém fazendo algo que eu não quero

Fico feliz em dizer que isso já não é um acontecimento frequente, não mais! Hoje é mais fácil não me ferir dessa forma. Mas não foi sempre assim.

Nos meus relacionamentos do passado, nos afetivos principalmente, eu tinha uma tendência de tentar agradar o parceiro. É provável que essa necessidade venha da minha baixa autoestima. Eu não acreditava que poderia ser amada sendo eu mesma o tempo todo, então, criava essa personagem “namorada que gosta do que você gosta”.

Isso era muito ruim por dois motivos, primeiro porque essa “mentira” não tinha como se sustentar por tanto tempo, mais cedo ou mais tarde a máscara caía; segundo porque eu sentia que estava traindo a mim, e me decepcionava comigo.

4. Quando me alimento mal e paro de me exercitar por um longo período de tempo

Eu cresci comendo alimentos saudáveis, não sou da geração fast food e Coca-Cola. Refrigerante era exceção e os lanches eram feitos em casa. Minha infância me fez gostar de comidas caseiras e muita verdura e legume.

Não vou dizer que não como besteiras, como e gosto, mas meu corpo reclama se como lixo por muito tempo.

Quando tenho minhas fases meio deprê, o autoboicote rola solto. Deixo de fazer qualquer atividade física que me faça bem e exagero nas gordices. É meio como uma autopunição. Nesses momentos deixo de ser eu e encarno essa mulher cansada e preguiçosa.

5. Quando fico no piloto automático

Sabe quando você faz as coisas sem pensar? Ou quando vive se deslocando das lembranças do passado para as possibilidades do futuro e deixa o momento presente suspenso? Pra mim, isso é o piloto automático.

É o não estar atenta ao agora, é deixar de respirar ou respirar rápido demais. É quando falo as coisas sem pensar ou por hábito, sem saber se aqueles pensamentos são meus ou se são apenas repetições.

Eu estive desconectada de mim por um longo período de tempo. Eu sentia que havia me perdido do meu eu interior, eu estava surda para a minha intuição e me sentia falsa o tempo todo. É triste se perceber assim, mas também é bom.

Se perceber é bom. Despertar é bom. Me permitir ser eu mesma de novo é ótimo! Não quero mais me perder de mim.

E você, o que te desconecta de si mesmo?