Sobre respirar e estar

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Inspirar
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Respirar é algo vital, natural e automático, tão automático, que se torna algo imperceptível quando nossa atenção não está voltada para esse ato.

Desde que comecei a prestar atenção em minha respiração, durante as técnicas de relaxamento e de meditação, notei como sou travada. Percebi que minha respiração é curta e que só consigo expandi-la se for de forma consciente, notei também que, frequentemente, eu prendo a respiração, fico um bom tempo segurando o ar e não o deixo fluir.

Percebi que o ar circula apenas na parte superior do tronco – mais na região do diafragma, não desce para o abdômen de jeito nenhum. Sabe aquilo de sentir a barriga crescendo no momento da inspiração? Pois é, não acontece comigo. Mesmo quando sou guiada a isso, não consigo fazer de forma natural.

Mas, por que é tão difícil me permitir simplesmente respirar?

Me observando mais a fundo, percebo que reproduzo o meu respirar no meu jeito de viver a vida, meio descompassado e por vezes travado.

Me prendo a pensamentos, padrões e sentimentos e não os deixo ir. Me prendo e não me liberto. Seguro tudo por tanto tempo e só percebo quando já estou sem fôlego.

A respiração curta está refletida no meu medo do que é intenso e daqueles sentimentos tão profundos e assustadores que chego a bloquear qualquer possibilidade de expansão, e meu abdômen não quer expandir porque passei grande parte da minha vida colocando a barriga pra dentro – na tentativa de parecer magra -, e com esse “treino” diário, segurar a respiração se tornou natural pra mim.

Essa junção de acontecimentos e sentimentos que me travam quando eu não estou consciente do meu respirar, são o resultado da soma de uma mente inquieta e de uma desconexão com meu ser na tentativa de ser quem eu não sou.

Se eu não estou totalmente presente no meu corpo e na minha mente, quem está respirando por mim?

Você já prestou atenção ao seu modo de respirar? Percebeu alguma relação entre esse ato inconsciente e o seu jeito de viver a vida e encarar as emoções? Já se perguntou quem está respirando por você quando você não está presente no momento presente?

Restaurantes Veganos ou com opções veganas em Curitiba

Desde que nos mudamos pra Curitiba, comecei minha caça a restaurantes/lanchonetes veganos ou com opções veg. Já fomos em alguns e, em outros, pedimos comida pelo delivery. Quero compartilhar algumas dessas boas descobertas com vocês.

Para mais informações sobre os restaurantes, é só clicar no nome!

POLOME

Foi o primeiro que conhecemos em Curitiba. É um restaurante vegetariano self-service com várias opções veganas, durante a semana você paga por quilo e, aos finais de semana, é buffet. Tem um bom preço e a comida é muito saborosa, eu e o Ciro já fomos várias vezes e não enjoamos. Comeria o rolinho primavera deles diariamente.

Abre apenas para o almoço, de terça a domingo das 11:30 às 14:00, no fim de semana fica aberto até 14:30 e fecha às segundas-feiras. Fica localizado na Rua Ernesto Araújo, 69 no bairro Jardim Botânico.

STRAVEGANZZA

Restaurante vegano à la carte. Um lugar super agradável com um ótimo atendimento. Logo que você chega já te trazem água saborizada, um caldinho e mini aperitivos deliciosos, de cortesia.

As entradas, tanto as frias quanto as quentes, são absurdamente deliciosas – em todas as vezes que vou peço várias e nunca aguento pedir o prato principal. O Ciro é apaixonado pelos risotos que eles fazem e sempre tem dó de experimentar os outros pratos. De todas as entradas fica difícil escolher a favorita, mas acho que os destaques, dentre as opções quentes, são os bolinhos de batata doce roxa recheados com carne de jaca e um molhinho divino e a bruschetta com abobrinha e, nas opções frias, a salada de folhas com bolinhos de grão de bico.

Ah, um detalhe charmoso são os nomes de todos e pratos e sucos.

Os sucos são generosos, servidos naqueles vidros como os de palmito de 500ml, dá pra dividir tranquilo se você não aguentar beber tanto líquido de uma vez só como eu. Todos são algum tipo de limonada, com limões diversos e algumas misturas bem interessantes.

Também tem sobremesas e o mousse de chocolate é o melhor que já comi, mesmo se comparado aos não veganos que já provei no passado.

Com relação a valores, acho acessível. Eu e o Ciro acabamos gastando bastante toda vez que vamos lá porque exageramos nos pedidos.

Abre para o almoço de segunda a domingo – fechado às terças-feiras – e, no jantar, apenas de quinta a sábado. Fica localizado na Rua Sete de Abril, 121 no bairro Alto da Rua XV.

GREENGO VEGETARIANO

Apesar da palavra Vegetariano dar a ideia de que podemos encontrar leite e derivados nos ingredientes, o cardápio atualmente é todo vegano, tanto no almoço quanto no jantar.

Por enquanto só fomos lá uma vez (eu gostaria de ter ido há mais tempo, mas eles ficaram um tempinho fechados para reforma), mas pretendemos voltar.

O ambiente é super moderno e agradável, atendimento simpático e comidinhas muito saborosas. Pra quem diz que comida vegana não tem graça ou sabor, precisa ir lá pra mudar de opinião.

Abre para o almoço de terça a sexta das 11:30 às 14:30 e no sábado e domingo das 11:30 às 15:00, no jantar de terça a sábado das 18:00 às 23:00 e fecha às segundas-feiras. Fica localizado na Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 1282 perto da Praça da Espanha.

VEG VEG

Empório/restaurante vegano que também serve pratos/lanches para comer no local ou pra levar (toda vez que vamos lá, pegamos coxinhas e banoffe pra comer em casa). Um fato legal é que inauguraram em 2013 como o primeiro empório vegano do Brasil.

Com uma decoração bem jovem e colorida, atendimento sempre simpático e gentil e comidinhas deliciosas, o empório está sempre cheio de gente! Os lanches são muito bons, a batata é crocante e sequinha e a banoffe que eles fazem lá é divina.

No empório você encontra várias opções de comida pronta congelada, produtos veganos de marcas conhecidas e de produtores da região, como o pão de melado das meninas do Les Fourmis (https://pt-br.facebook.com/lesfourmisdoceria/), que é o melhor que já provei.

Eles têm um espaço gramado no fundo e, vira e mexe, tem eventos no local.

Abre de segunda a sábado das 11 às 18 horas. Fica localizado na Rua Visconde de Nácar, 655 no bairro Mercês.

DOMO CAFÉ E BISTRÔ

Restaurante bem aconchegante e com um ótimo atendimento. A comida, no geral, é ovolactovegetariana, mas existe a possibilidade de veganizar alguns pratos.

No momento, não é fácil de encontrar alguma sobremesa vegana, mas quando questionei a atendente, ela me disse que estavam pensando em ampliar as possibilidades de doces sem ingredientes de origem animal.

Abre de segunda a sábado das 11:30 às 18:30. Fica localizado na Rua Acre, 655 no bairro Água Verde, dá pra ir a pé daqui de casa.

DOCES E CORES

É uma confeitaria totalmente livre de gluten (confiável para celíacos) e, por também ser vegana, livre de lactose.
Lugar pequeno e aconchegante, que vende produtos feitos no local e também aceita encomendas. As coxinhas são bem saborosas.

Existe desde 2011 e inaugurou a atual loja física em 2017. Abre de terça a sábado das 11:30 às 19:30, de domingo das 13:00 às 18:00 e fecha às segundas-feiras. Fica localizado na Rua Albino Silva, 501 no bairro Bom Retiro.

Agora os estabelecimentos que só pedimos comida pelo delivery.

PIZZARIA OPTE

Pizzaria com várias opções veganas – 4 opções doces e 17 opções salgadas. Ainda não provei de todos os sabores, mas até agora a minha favorita é a de alho poró.

Abre de domingo a quarta-feira das 18:00 às 23:30 e de quinta a sábado das 18:00 às 24:00. Fica localizada na Avenida Presidente Kennedy, 2800 no bairro Portão.

MAMBA VEGAN

O Mamba é uma hamburgueria vegana que inaugurou em 2015 com opções bem criativas e saborosas.

No cardápio fixo são 8 opções de lanches, como o MAMBA, que leva o nome da casa, que é composto por pão com gergelim, pasta de manjericão, alface roxa, tomate, picles, burger de milho com alho poró e cenoura, acompanha couve flor empanada e molho da casa, ou o LUPITA, que é um lanche com pão com gergelim, guacamole, alface americana, cebola roxa brunoise com salsa, burger chilli de feijão com mix de pimentões coloridos, acompanha porção de nachos e creme azedo artesanal.

Por enquanto só pedimos pelo ifood mas pretendo ir lá para experimentar os outros lanches.

Abre de terça a sexta das 17:00 às 22:30, de sábado das 14:00 às 22:30 e fecha aos domingos e segundas-feiras. Fica localizado na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1345 perto do Centro.

CIDADÃO DO MUNDO

Hamburgueria com 3 opções de lanches veganos, como o Paul McCartney que é com burger de cogumelos, queijo vegano, confit de tomate cereja e cogumelos, o Ogros Veganos que é uma opção mexicana com burger de feijão e PTS, guacamole , alface, tomate, pico de galo e pimenta jalapeño e o Carl Lewis, também com burger de feijão e PTS, queijo vegano, cebola grelhada, pimenta biquinho e molho barbecue e mais 2 opções vegetarianas.

Dentre as porções, fora a batata de sempre, também tem opção de mini coxinhas veganas de sabores sortidos.

Abre de segunda a sexta em 2 horários, das 12:00 às 17:00 e das 18:00 às 23:30, aos sábados das 12:00 às 23:30 e aos domingos das 18:00 às 23:30. Fica localizada na Rua Bento Viana, 352 no bairro Água Verde.

Essas são as opções que experimentamos, gostamos e pretendemos repetir. Ainda tem outros lugares na cidade que precisamos conhecer e, se gostarmos, darei a dica aqui também.

Num outro momento falarei das comidinhas deliciosas que provamos nas feiras veganas que acontecem pela cidade de tempos em tempos.

Resetando meus preconceitos – o que define meu valor?

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Mesmo sabendo que nenhum momento dura pra sempre, me pego com receio de continuar na mesma situação indefinidamente.

Meu período sabático já acabou, e não porque eu estou trabalhando de novo, mas porque agora me considero desempregada.

Foram três anos separados pra cuidar de mim, estudar o que tivesse vontade, viajar, me conhecer melhor e descobrir o que eu queria fazer dali pra frente.

E o que eu descobri?

Descobri que sei um pouco menos do que pensava saber e que por mais que eu descubra coisas novas sobre mim, ainda restarão muitas partes escondidas esperando para serem descobertas, descobri também que o meu propósito de vida talvez não seja a fonte do meu sustento e que, não importa quanto tempo passe e nem o quanto eu amadureça, ainda vou me sentir uma adolescente perdida em muitos momentos da minha vida.

Ao mesmo tempo em que soa como uma perspectiva desesperadora, também me dá um pouquinho de conforto porque ajuda a tirar o peso de ter que saber tudo sobre mim, de ter que ganhar dinheiro apenas fazendo aquilo que amo e de ter que ser um modelo de maturidade e segurança, porque eu definitivamente não sou.

No segundo semestre do ano que passou, senti um pouco do peso por não estar trabalhando, não porque estivéssemos com dificuldades financeiras, mas porque eu tive que lidar com alguns preconceitos meus. E eram apenas questões minhas mesmo, porque foi o meu parceiro que me incentivou a pedir demissão e que sempre me apoiou em todas as minhas decisões, as sãs e as mais desvairadas.

É como se a única contribuição que eu pudesse dar fosse financeira, porque eu teria menos valor por “apenas” contribuir com as atividades da casa. Fazer as compras, cozinhar, lavar roupa, estender e guardar, limpar a casa e manter tudo organizado … por mais que uma casa não funcione muito bem sem que todas essas coisas sejam feitas, elas me soavam (e ainda soam) como um trabalho sem mérito. E, racionalmente, eu sei que não deveria pensar assim.

Meu parceiro passa o dia todo fora, sai cedo para o trabalho e só volta tarde da noite ao sair da faculdade, nas madrugadas e nos finais de semana sempre tem milhares de trabalhos do curso para fazer, ele teria que ter um clone pra dar conta de tudo e ainda cuidar da casa e mantê-la funcionando.

O nosso acordo na época foi que eu cuidaria de tudo para que ele não precisasse se preocupar com essa questão. E, por mais incrível que me pareça, eu realmente gosto de fazer isso. Eu curto cuidar dele, eu curto preparar comidinhas saudáveis para ele levar, eu curto quando ele curte a minha comida, eu curto até dobrar as roupas e guardá-las no armário. Eu realmente faço isso com prazer, na maior parte do tempo (porque tem dias que eu só gostaria de ficar lendo e é isso que faço) e me considero uma boa dona de casa, não por fazer tudo perfeito, mas por fazer com amor. Se as donas de casa fossem remuneradas, talvez essa fosse a minha profissão.

Mas não é assim, cuidar da casa e de quem a gente ama não é considerado um trabalho que mereça remuneração e direitos garantidos, sob o ponto de vista das leis trabalhistas, então, no fim das contas, eu estou mesmo é desempregada.

E isso tem pesado de uma forma que eu não consigo entender. Eu chego a sentir vergonha quando tenho que responder qual a minha profissão e a palavra “desempregada” é dita. Talvez por pensar que eu perdi meu momento, ou por ter mandado vários currículos e não receber nenhuma resposta, ou por ter medo de descobrir que só tenho competência para trabalhar em banco e saber que essa não é mais uma opção pra mim (voltar para o banco seria a minha aposentadoria por invalidez).

Então, fico me analisando e buscando a origem desse medo e desse preconceito, e chego a pensar que continuo nessa situação para aprender a lidar com meus monstros. Sigo assim para reconhecer que nenhuma situação é permanente, para entender que todo trabalho honesto é digno, e que meu valor não está ligado a um número depositado mensalmente na minha conta bancária. Mas ainda é muito difícil, pra mim, desvincular o valor pessoal do valor financeiro!

Cheguei a pensar em fazer algo por conta, mas acho que já me conheço um pouco pra reconhecer que não sou esse tipo de pessoa. Eu mudo de ideia a todo instante, não me considero uma pessoa persistente e organizada pra conseguir produzir e gerenciar sozinha de modo satisfatório. Então, pra onde ir e o que fazer?

Na verdade, no momento não importa muito o onde ou o que, porque enquanto eu criar empecilhos com os meus medos e preconceitos, não me vejo saindo do lugar.

Estou tentando resetar minhas antigas crenças para criar um espaço em branco na esperança de preenchê-lo com algo novo, mais leve e sem autojulgamentos.

Tentando viver com a dor – procurando respostas

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Nessa proposta de me conhecer e aprender a lidar com tudo o que eu sou e sinto, me pego voltando ao passado e revisitando a dor. Quando eu saí do banco pensei que, além de estar me despedindo dos amigos e do trabalho, eu também estava me despedindo das dores crônicas, mas infelizmente isso não aconteceu.

Tem momentos que penso que posso enlouquecer, e em outros momentos eu chego a ter certeza que já enlouqueci.

Eu pensava que as dores vinham apenas da situação de estresse e dos movimentos repetitivos que o banco me impunha, e eu imaginava que ao eliminar a causa, eu também eliminaria os sintomas. Mas não tem sido bem assim.

As dores podem vir enquanto eu faço coisas que me dão prazer, como cozinhar, escrever, pintar e até dormir.

Eu tenho apenas 40 anos, não era para me sentir como se estivesse presa no corpo de uma anciã com problemas de coluna e quadril.

Minha mãe diz que quando eu nasci o médico avisou que eu tinha um probleminha no quadril e que era para ela fazer alguns exercícios fisioterápicos em mim, e assim ela fez para que eu não tivesse uma perna menor que a outra.

Na verdade, eu só fui saber disso quanto eu tinha por volta de 18 anos, porque, uma vez, enquanto eu atravessava uma avenida, senti uma dor lancinante na região do quadril e não consegui controlar muito bem minha perna direita, a sensação que eu tive é que ela havia saído do lugar. Eu terminei de atravessar a rua mandando meu cérebro comandar a minha perna para que ela se movesse, e fui meio que arrastando e me sentindo como uma boneca mole de pano. Ao comentar com a minha mãe, ela se lembrou desse probleminha no quadril e imaginou que tivesse uma relação. Um médico com quem me consultei disse que isso era comum em descendentes de italianos (meu caso), mas não me deu maiores explicações e, como isso acontecia muito esporadicamente, eu não me interessei em ir atrás de respostas. De vez em quando o fêmur deslocava da bacia e um tempo depois ele voltava ao lugar sozinho, a dor ia embora e eu ficava bem.

A frequência e a intensidade começaram a aumentar somente há poucos anos.

Uma vez, ao tentar sair do carro (eu estava sentada no banco do passageiro), movi a perna direita pra fora e foi nesse segundo que uma dor absurda, como se algo houvesse se partido, me atingiu perto da virilha. Cheguei a ouvir o barulho de algo saindo do lugar. Fiquei assim sem poder abrir a perna direito por um tempo até o meu acupunturista me ajudar.

Já há um tempo o lado esquerdo começou a me incomodar. Todas as manhãs, enquanto ainda estou deitada na cama, apoiada do lado esquerdo do corpo, eu sinto uma dor muito forte na região do quadril. A sensibilidade é tanta que não suporto nenhuma pressão das mãos nessa região e na região dos glúteos.

Então, há pouco mais de um mês, sem ter feito nenhum movimento brusco, eu fui tentar sentar com as pernas cruzadas e não consegui. Ao tentar abaixar a perna esquerda eu senti a mesma dor de antes na região da virilha. Depois de um tempo assim, fui ao quiropraxista. Apesar da dor no local, ele conseguiu fazer alguns movimentos e senti um pouco de alívio, mas como eu estava muito sensível, não insistimos muito.

Uns dias depois a dor voltou e a impossibilidade de fazer certos movimentos também, e estou assim até hoje.

A coluna foi algo que começou a me incomodar de verdade na época do banco, já nos últimos anos antes de pedir demissão, eu gastava uma boa parte do meu salário com isso. RPG, Pilates, acupuntura, quiropraxia, massagens, fisioterapia … os sintomas aliviavam mas eu nunca melhorava realmente porque a causa do problema continuava existindo.

Só que agora a causa já não existe mais, mas os sintomas ainda se manifestam. Não posso escrever por muito tempo, nem pintar por uma hora, nem passar alguns momentos de pé na cozinha sem sentir uma dor queimando meu pescoço, ombros e, às vezes, meus braços.

Em muitas manhãs eu sinto uma pressão forte nas costas, como se meus músculos estivessem duros e grudados e fica difícil de me mover sem dor.

Eu imagino que, para quem está lendo, deve parecer que sou hipocondríaca, e tudo bem, porque se eu estivesse lendo esse relato é muito provável que eu chegasse a essa conclusão também. Mas eu não sou. Sempre foi raro ficar doente, há bastante tempo eu não fico gripada, eu nunca suportei remédios e não os tomo nem para aliviar a cólica menstrual. Mas eu sinto que, há anos, meu corpo está me dando vários sinais e eu não estou conseguindo perceber o que ele quer dizer.

Já fui em alguns médicos, fiz alguns poucos exames, mas nada muito específico. Acho que, por eu ser jovem, não me dão muita atenção ou talvez só me achem louca mesmo. E é assim que tenho me sentido, louca. Em muitos momentos eu não sei o que fazer comigo e tenho medo que isso nunca termine. Só é suportável porque não sinto essa dor 24 horas por dia se as áreas sensíveis do meu corpo não forem tocadas e se eu não tentar fazer nenhum movimento repetitivo por um tempo minimamente prolongado.

Eu resolvi escrever isso porque eu precisava desabafar e o ato de escrever sempre foi terapêutico e, também, porque imagino que eu não seja a única a estar vivendo algo assim.

De qualquer forma, pedi algumas indicações de ortopedistas especializados em coluna e/ou quadril e consegui marcar uma consulta para fevereiro. Estou aqui, com os dedos cruzados, torcendo para que, dessa vez, eu consiga alguma mísera resposta que me leve a algum lugar para longe da dor.

Sonhos para 2018 e para a vida

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A virada de ano se aproxima e, geralmente nessa época, costumamos fazer uma análise do ano que está terminando. O que fizemos? O que aprendemos? O que realizamos e o que deixamos pra depois? O que fizemos de bom e o que podemos melhorar?

Nesse momento de reflexão, podemos rever algumas atitudes e costumes antigos que já não nos servem mais e que já não fazem mais sentido. Nós evoluímos com o passar dos séculos e não precisamos mais viver como nossos antepassados viviam. Arranjar desculpas para as nossas escolhas que impactam negativamente na vida dos outros já não funciona mais.

Se todos nós sonhamos com um mundo de amor e de paz, como podemos compactuar com a violência, a tortura, o confinamento e o sofrimento de milhares de animais que são “criados” para segundos de prazer gustativo e para o enriquecimento de alguns poucos humanos?

Se todos desejamos um país governado por políticos decentes, justos e éticos, como podemos justificar as nossas pequenas corrupções do dia a dia?

Se todos nós queremos viver livres e sem julgamentos e se queremos ser respeitados por quem somos, por que continuamos cerceando a liberdade alheia com os nossos comentários e escolhas?

Se queremos que o nosso espaço seja respeitado, precisamos respeitar o espaço do outro, então, por que ainda soltamos fogos de artifícios barulhentos? Já é fato sabido que atormentam tantas pessoas, principalmente crianças e idosos; que machucam vários animais – ou atingidos diretamente pelos fogos, ou que se ferem tentando fugir e se proteger – e que, muitas vezes, causam suas mortes. Será que não somos capazes de festejar algo sem incomodar ou ferir alguém?

Será que só o meu prazer e desejo importam, mesmo quando eles causam o mal a milhares de vidas?

Não adianta esperar por um ano diferente e melhor se continuamos fazendo tudo igual. Não adianta querer receber amor se propagamos a dor diariamente com as nossas escolhas. Não adianta pedir pela paz e, no dia a dia, disseminar a violência.

Então, pra esse novo ano que se inicia, eu desejo que a gente aprenda a olhar mais para o outro e menos para o próprio umbigo, e que quando olharmos para o nosso umbigo que seja para nos conhecermos melhor e para cuidarmos da nossa saúde mental, física e espiritual.

Que a compaixão pelo outro seja diária e que ela comece no prato, e assim se estenda a todas as nossas ações e a todos os seres.

Que a gente entenda, de uma vez por todas, que o planeta Terra é a nossa casa e que não existe lado de fora. Todo o lixo gerado e descartado aqui, aqui permanece.

Que possamos nos desapegar dos excessos, de posses e de sentimentos destrutivos.

Que possamos olhar a dor do outro e senti-la como parte de nós.

Que possamos abrir mão de alguns segundos de prazer que causam a dor e a morte de milhares de seres de amor.

Que sejamos luz e que possamos iluminar a escuridão que nos habita.

Nos vemos de novo em 2018.

Compartilhando coisa boa

Quero dividir com vocês algumas dicas de sites interessantes, não só sobre o veganismo. Alguns eu já conhecia há um tempinho e outros foram uma descoberta recente.

Para acessar o site, basta clicar no título correspondente.

UMA VIDA MAIS SIMPLES

Cheio de dicas e textos sobre autoconhecimento e a busca por uma vida com mais significado e simplicidade.

Fora o site, a Bruna tem um perfil incrível no Instagram, onde também mostra muito do veganismo e prova que a alimentação vegana não precisa ser cara e inacessível.

MENU BACANA

Um site sobre cozinha inclusiva, mas recomendo não só para quem tem alergias e restrições alimentares. A Carla é muito generosa compartilhando seus conhecimentos.

PRESUNTO VEGETARIANO

Pra quem quer se aventurar na cozinha e fazer comidas deliciosas e livre de crueldade, a fofa da Paula Lumi ensina inúmeras receitas. Tem também o canal no Youtube pra quem gosta de acompanhar as dicas por vídeo.

MERCY FOR ANIMALS

Para ajudar na conscientização, porque fechar os olhos não resolve o problema.

“Estamos na linha de frente lutando para proteger os animais explorados para consumo. Das fazendas de exploração animal e indústrias alimentícias aos fóruns sociais e tribunais de justiça, a Mercy For Animals está em toda parte, combatendo a crueldade, promovendo a compaixão e lutando pelo fim da crueldade animal e das fazendas industriais e abatedouros.”

O reencontro com o feminino

Photo by Becca Tapert on Unsplash

Recentemente fui bombardeada – no bom sentido – pelo feminino, tanto em workshops para mulheres como em conversas com as mais variadas pessoas. E isso me fez pensar e questionar tantas atitudes e escolhas, antigas e atuais.

Minha relação com o feminino sempre foi conturbada, e não estou falando da minha relação com outras mulheres, mas sim de algo interno. O “ser mulher” era algo que me remetia à vulnerabilidade, e como eu entendia vulnerabilidade como fraqueza, me sentia frágil na minha condição feminina.

Me lembro de uma necessidade de não querer ser vista e desejada pelos homens, a não ser que fosse pelo carinha que eu estivesse interessada na época. E, na tentativa frustrada de tentar me esconder e me fazer invisível, eu fui brigando internamente com todas as mudanças que ocorriam no meu corpo e na minha mente.

Não sei dizer quando tudo isso começou, mas talvez exista uma causa externa da qual eu não me lembro com clareza. Nos últimos anos alguns pensamentos relativos à minha infância começaram a surgir, como flashes, mas não posso chamá-los de memórias porque eu não sei se são reais já que até hoje fica tudo meio nebuloso. Às vezes, é mais como uma sensação e algo desperta no fundo da minha mente, para logo em seguida desaparecer.

A questão é que, desde cedo, comecei a brigar com minha feminilidade e com o que ela representava pra mim. Ser mulher me colocava fraca e vulnerável à força dos homens e aos seus desejos pelo meu corpo. Mas, como esconder o meu corpo? Por mais que quisesse desaparecer, eu não conseguia.

Me senti violada inúmeras vezes, nas palavras que me sussurraram nas ruas e nas mãos que me tocaram sem a minha permissão. E, sabendo que aquilo também acontecia com quase todas as mulheres que eu conhecia, esse desejo de ser invisível só aumentava.

Foram décadas nessa briga interna com o que ser mulher representava pra mim e eu levei um bom tempo pra entender que vulnerabilidade e fraqueza eram coisas diferentes. Aliás, demorei pra entender que era preciso muita força para expor a própria vulnerabilidade.

Foi só no encontro com outras mulheres que eu iniciei meu reencontro comigo, e no reconhecimento da força que nelas reside eu pude vislumbrar um pouco da força que vive em mim. E então, eu comecei a fazer as pazes com o meu útero, com o meu corpo e suas mudanças hormonais e físicas, com a minha menstruação e até com a cólica que dói horrores. Comecei a entender meu ciclo e sua interferência no meu humor, na minha pele, nos meus cheiros e desejos. Redescobri a bruxa que sempre me habitou e reassumi a responsabilidade pela minha saúde na tentativa de me cuidar da forma mais natural possível, e comecei a estudar sobre os óleos essenciais e suas funcionalidades e sobre a alimentação feita de forma mais intuitiva e consciente.

É engraçado, sabe. Eu cresci ouvindo que a relação entre mulheres era pautada na rivalidade, mas o que tenho percebido, cada vez mais, não tem nada a ver com isso. O que eu encontrei foi essa linda irmandade que tem me ajudado demais a me entender melhor e a olhar para todas as outras mulheres com um outro olhar; o da compaixão, da empatia, da admiração, do entendimento e de uma conexão que me possibilita enveredar pelo caminho do não-julgamento.

Quando eu me vejo em outras mulheres e quando vejo um pouco delas em mim – as mulheres do meu passado, as que já se foram e as que permanecem aqui; as mulheres do meu presente, que me inspiram ao me dar bons exemplos -, sinto essa força do feminino crescendo dentro de mim e posso aprender a deixar de brigar com quem eu sou e com o que não posso mudar. Porque apesar de ter começado a trilhar esse caminho quase agora – eu levei 40 anos para chegar até aqui -, acho que nunca é tarde para uma reconciliação interna.

Dica – substituições para o ovo e o melhor bolo de laranja

Acho que já comentei aqui que adoro cozinhar (e comer) e, depois do veganismo, esse sentimento triplicou. Às vezes, chego a passar horas na cozinha preparando nossas comidinhas.

Como você deve saber, a alimentação vegana não inclui nada que derive da exploração animal, como carnes (de todas as espécies), leites e derivados, ovos e mel. Então, para quem estava acostumada a usar ovo no preparo de bolos, tive que pesquisar formas de substituí-lo.

Dependendo da função que o ovo desempenha na receita, ele pode ter um substituto no reino vegetal, seja pra dar liga, pra emulsificar, pra dar leveza à massa. É claro que quando a quantidade necessária de ovos é grande demais, fica bem difícil encontrar um substituto, mas não vejo um problema nisso, é só não veganizar aquela receita específica e partir pra outra.

Têm alguns sites que dão algumas possibilidades e vou compartilhar com vocês. Algumas dessas dicas eu já testei.

1. Vegvida

2. Chubbyvegan

3. Veggietal

Agora, recentemente, meu coração se rendeu ao inhame depois dessa dica aqui

4. Menubacana

Por enquanto eu só testei em bolos e já me apaixonei, acho que é o melhor substituto everrrrr! Aliás, há algumas semanas eu fiz um bolo de laranja sem o inhame e não fica a mesma coisa, quebra com mais facilidade.

O inhame é cheio de possibilidades, tanto em receitas doces como em receitas salgadas (tem essa receita que eu compartilhei há um tempo), e já virou ingrediente fixo aqui em casa, sem contar que é SUPER SAUDÁVEL, né?

Vou compartilhar com vocês uma das minhas receitas favoritas usando o purê de inhame num bolo de laranja DE-LI-CI-O-SO!

Ingredientes
1 e ½ xícara de farinha (uso 1/3 dessa quantidade de farinha integral)
1 xícara de suco de laranja
¾ xícara de açúcar demerara
½ xícara de óleo vegetal
2 colheres de sopa do purê de inhame
Raspas da casca da laranja (sem a parte branca, senão amarga)
1 colher de sopa de fermento para bolo
1 colher de café de vinagre de maçã

Modo de preparo
Misturar os 6 primeiros ingredientes (não uso batedeira, faço tudo a mão mesmo), depois acrescentar o fermento e o vinagre e misturar delicadamente.
Assar em forno pré-aquecido a 180 graus. Não vou dar um tempo exato porque depende de cada forno, mas quando a sua casa estiver perfumada com o cheirinho da laranja é bom checar o forno.

O bolo é pequeno (somos só 2 aqui em casa e eu acabo comendo praticamente tudo sozinha), então eu uso uma forma para bolo inglês (10 x 24,5cm) ou uma forma retangular pequena (18 x 22cm).

Se quiser pode colocar uma calda de laranja ou de chocolate, mas esse bolo é tão saboroso que eu acabo comendo sem cobertura mesmo.

Procura-se: compaixão, empatia e amor

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Relendo o livro AMAR E SER LIVRE, do Sri Prem Baba, me deparo com um trecho que me fez pensar na nossa CARÊNCIA de compaixão, empatia e amor.

“A cura planetária acontece de dentro para fora. Ao nos dedicarmos ao processo de autotransformação, em algum momento, poderemos contribuir também para a transformação planetária. Porque só podemos dar aquilo que temos. Só é possível dar amor se amamos, a nós mesmos e ao outro. Só podemos ajudar o outro a ser feliz se somos felizes.

Muitos querem contribuir para a paz da Terra, mas não sabem como encontrar a paz dentro da própria família. Então, enquanto não há o que oferecer, não caia na armadilha de querer salvar o mundo, trate de salvar a si mesmo. Trate de olhar para a injustiça que te habita. Olhe para a violência, para o desrespeito e para a dor que te habitam. Esse é o primeiro e mais importante passo para iluminar este mundo”.

Temos tanta dificuldade em nos colocarmos no lugar do outro e talvez por isso, agimos como agimos.

Escravizamos animais e outros humanos, simplesmente porque somos mais fortes e temos mais poder. Humilhamos aqueles que têm menos, seja a nível financeiro ou intelectual. Sentimos prazer na desgraça alheia e a compartilhamos nas redes sociais. Adoramos julgar, apontar o dedo e jogar a primeira pedra, afinal, nós é que somos perfeitos. Roubamos, agredimos, estupramos, matamos. Achamos que somos donos das vidas dos nossos parceiros, dos nossos filhos e dos animais de estimação que habitam nossos lares, e assim os prendemos em gaiolas, em correntes ou a nós mesmos. Dizemos amar os animais, mas comemos seus cadáveres, nos vestimos com suas peles, torturamos e violentamos suas fêmeas a procura do leite que não foi feito para nossa espécie e compactuamos com toda a violência envolvida nesse processo de dor.

Estamos doentes, mas infelizmente não é só no campo físico, porque se assim fosse, seria mais fácil de tratar. A pior doença é na nossa espiritualidade e moralidade. Somos miseráveis no autoconhecimento, no amor próprio e no amor ao próximo.

Quando eu me odeio e estou infeliz, se torna insuportável ver a felicidade do outro, então eu quero destruí-la. Quando me sinto preso às normas e regras que eu mesmo criei pra mim, a liberdade com que o outro vive me ofende. Quando eu penso que o outro tem mais posses do que eu, eu o invejo. Quando me sinto feio, a beleza do outro precisa ser diminuída. Quando não consigo lidar com os meus sentimentos, eu os jogo em cima do outro. Quando não sei dialogar, eu grito. Quando não consigo perdoar, me ressinto e guardo mágoa. Quando não sou capaz de ver algo, eu nego a sua existência. Quando quero continuar errando, arranjo desculpas. Quando não quero enxergar a realidade, me cubro com a fantasia. Quando o outro não vive de acordo com a minha verdade, ele está errado e precisa mudar. Quando eu digo que amo, espero que seja recíproco, mas quando digo que odeio, não aceito a reciprocidade.

Aí você pode me perguntar, e como a gente muda isso? Sinceramente, não sei.

Talvez o primeiro passo seja conhecermos a nós mesmos. Reconhecer, em nós, aquilo que não gostamos e queremos mudar; olhar no espelho, bem dentro do olho daquele reflexo que, muitas vezes, tanto odiamos e criticamos, e redescobrir as nossas qualidades perdidas e trazê-las à tona; identificar as nossas contradições, que são tantas, e tentar diminuí-las na nossa rotina.

Quando aprendo a me amar e quando respeito quem eu sou, fica menos difícil amar o outro e respeitar quem ele é. E, quando eu aprendo a amar e respeitar o outro, eu entendo que ele tem tanto direito a vida quanto eu e que a liberdade que eu quero pra mim é a mesma que é de direito dele (humano ou animal).

Ok, não vou ser hipócrita e dizer que escrevi isso somente para o OUTRO, porque esse OUTRO também sou eu. Tenho a minha longa jornada de aprendizado pela frente e, apesar de já ter despertado para alguns aspectos, ainda estou adormecida para outros.

Quero viver com menos contradições e seguir aquilo que prego. Quero me amar ao ponto de só existir amor pra dar, pra mim e para o outro. Quero acreditar que, mais cedo ou mais tarde, estaremos todos despertos e não mais compactuaremos com a violência, direta ou indiretamente.

Se eu consegui mudar tantas coisas em mim, acredito que você possa fazer o mesmo. Eu sei que sair da zona de conforto pode ser bem dolorido, mas é uma dor passageira e a recompensa vale a pena. Eu sigo nesse intuito, aos tropeços e ainda falhando, encontrando outros como eu pelo caminho.

Espero que nossos caminhos se cruzem nessa busca e para isso eu te desejo uma jornada profunda, intensa e reveladora.

Dica – “croquete” MA-RA-VI-LHO-SO

Eu gosto de pegar algumas receitas na internet pra ajudar na diversificação do cardápio de casa, pra aprender a usar um mesmo ingrediente de diversas maneiras e também para exercitar a minha criatividade, porque depois que aprendo a base, gosto de seguir minha intuição no preparo.

Esse “croquete” já virou o queridinho por aqui, o Ciro disse que é o melhor bolinho que ele já comeu. Fica realmente muito bom!

Para quem não pode ou não quer ingerir glúten, para quem quer preparar comidinhas saudáveis e livres de qualquer tipo de exploração animal, para quem quer aprender receitas simples e rápidas, a Alana dá diversas dicas, tanto no Instagram quanto no Youtube.

Abaixo tem o vídeo da Alana e a descrição do preparo. Se você não tem prática na cozinha, recomendo que assista.

Ingredientes
2 xícaras de feijão branco cozido (sem o caldo)
2 xícaras de inhame cozido
Cebolinha, salsinha, orégano, noz moscada, sal, alho em pó a gosto
2 colheres de sopa de farinha de arroz
Farinha de linhaça para empanar
2 limões

Modo de preparo
Antes de cozinhar o feijão e o inhame é importante deixá-los de molho em água. O feijão branco tem que ficar de molho pelo menos por 24 horas e o inhame, no mínimo 12 horas se for cozido e 24 horas se for ingerido cru. Lembrando que essa água deve ser descartada e uma nova deve ser colocada para o cozimento. Como serão usados para fazer os bolinhos, não é necessário cozinhá-los com tempero, apenas com água.

Amassar o feijão e o inhame, colocar os temperos e misturar bem. A quantidade de temperos é a gosto, então prove um pouquinho antes de moldar. Pode fazer em formato de bolinhas, de croquete, como você preferir.

Empanar com a farinha de linhaça dourada e levar ao forno por uns 20 minutos para dourar.

Você pode adequar essa receita para a quantidade que desejar e também pode ser criativo com os temperos.

Aqui em casa, além dessa receita, fiz uma variação de batata doce com feijão carioca e imagino que também deve ficar bom com feijão preto. Ah, também já usei essa “massa” pra fazer hambúrguer.

Já coloquei um pouquinho de azeite de oliva extravirgem na massa, já usei chimichurri, já usei tempero desidratado de cebola, alho e salsinha … resumindo, siga seu gosto e intuição. Cozinhar é isso: criar, testar, reinventar, provar, tentar de novo e se deliciar.

Faça e me diga o que achou! E se usar outras misturas e temperos, me conte também.