Dica – substituições para o ovo e o melhor bolo de laranja

Acho que já comentei aqui que adoro cozinhar (e comer) e, depois do veganismo, esse sentimento triplicou. Às vezes, chego a passar horas na cozinha preparando nossas comidinhas.

Como você deve saber, a alimentação vegana não inclui nada que derive da exploração animal, como carnes (de todas as espécies), leites e derivados, ovos e mel. Então, para quem estava acostumada a usar ovo no preparo de bolos, tive que pesquisar formas de substituí-lo.

Dependendo da função que o ovo desempenha na receita, ele pode ter um substituto no reino vegetal, seja pra dar liga, pra emulsificar, pra dar leveza à massa. É claro que quando a quantidade necessária de ovos é grande demais, fica bem difícil encontrar um substituto, mas não vejo um problema nisso, é só não veganizar aquela receita específica e partir pra outra.

Têm alguns sites que dão algumas possibilidades e vou compartilhar com vocês. Algumas dessas dicas eu já testei.

1. Vegvida

2. Chubbyvegan

3. Veggietal

Agora, recentemente, meu coração se rendeu ao inhame depois dessa dica aqui

4. Menubacana

Por enquanto eu só testei em bolos e já me apaixonei, acho que é o melhor substituto everrrrr! Aliás, há algumas semanas eu fiz um bolo de laranja sem o inhame e não fica a mesma coisa, quebra com mais facilidade.

O inhame é cheio de possibilidades, tanto em receitas doces como em receitas salgadas (tem essa receita que eu compartilhei há um tempo), e já virou ingrediente fixo aqui em casa, sem contar que é SUPER SAUDÁVEL, né?

Vou compartilhar com vocês uma das minhas receitas favoritas usando o purê de inhame num bolo de laranja DE-LI-CI-O-SO!

Ingredientes
1 e ½ xícara de farinha (uso 1/3 dessa quantidade de farinha integral)
1 xícara de suco de laranja
¾ xícara de açúcar demerara
½ xícara de óleo vegetal
2 colheres de sopa do purê de inhame
Raspas da casca da laranja (sem a parte branca, senão amarga)
1 colher de sopa de fermento para bolo
1 colher de café de vinagre de maçã

Modo de preparo
Misturar os 6 primeiros ingredientes (não uso batedeira, faço tudo a mão mesmo), depois acrescentar o fermento e o vinagre e misturar delicadamente.
Assar em forno pré-aquecido a 180 graus. Não vou dar um tempo exato porque depende de cada forno, mas quando a sua casa estiver perfumada com o cheirinho da laranja é bom checar o forno.

O bolo é pequeno (somos só 2 aqui em casa e eu acabo comendo praticamente tudo sozinha), então eu uso uma forma para bolo inglês (10 x 24,5cm) ou uma forma retangular pequena (18 x 22cm).

Se quiser pode colocar uma calda de laranja ou de chocolate, mas esse bolo é tão saboroso que eu acabo comendo sem cobertura mesmo.

Procura-se: compaixão, empatia e amor

Photo by Evan Kirby on Unsplash

Relendo o livro AMAR E SER LIVRE, do Sri Prem Baba, me deparo com um trecho que me fez pensar na nossa CARÊNCIA de compaixão, empatia e amor.

“A cura planetária acontece de dentro para fora. Ao nos dedicarmos ao processo de autotransformação, em algum momento, poderemos contribuir também para a transformação planetária. Porque só podemos dar aquilo que temos. Só é possível dar amor se amamos, a nós mesmos e ao outro. Só podemos ajudar o outro a ser feliz se somos felizes.

Muitos querem contribuir para a paz da Terra, mas não sabem como encontrar a paz dentro da própria família. Então, enquanto não há o que oferecer, não caia na armadilha de querer salvar o mundo, trate de salvar a si mesmo. Trate de olhar para a injustiça que te habita. Olhe para a violência, para o desrespeito e para a dor que te habitam. Esse é o primeiro e mais importante passo para iluminar este mundo”.

Temos tanta dificuldade em nos colocarmos no lugar do outro e talvez por isso, agimos como agimos.

Escravizamos animais e outros humanos, simplesmente porque somos mais fortes e temos mais poder. Humilhamos aqueles que têm menos, seja a nível financeiro ou intelectual. Sentimos prazer na desgraça alheia e a compartilhamos nas redes sociais. Adoramos julgar, apontar o dedo e jogar a primeira pedra, afinal, nós é que somos perfeitos. Roubamos, agredimos, estupramos, matamos. Achamos que somos donos das vidas dos nossos parceiros, dos nossos filhos e dos animais de estimação que habitam nossos lares, e assim os prendemos em gaiolas, em correntes ou a nós mesmos. Dizemos amar os animais, mas comemos seus cadáveres, nos vestimos com suas peles, torturamos e violentamos suas fêmeas a procura do leite que não foi feito para nossa espécie e compactuamos com toda a violência envolvida nesse processo de dor.

Estamos doentes, mas infelizmente não é só no campo físico, porque se assim fosse, seria mais fácil de tratar. A pior doença é na nossa espiritualidade e moralidade. Somos miseráveis no autoconhecimento, no amor próprio e no amor ao próximo.

Quando eu me odeio e estou infeliz, se torna insuportável ver a felicidade do outro, então eu quero destruí-la. Quando me sinto preso às normas e regras que eu mesmo criei pra mim, a liberdade com que o outro vive me ofende. Quando eu penso que o outro tem mais posses do que eu, eu o invejo. Quando me sinto feio, a beleza do outro precisa ser diminuída. Quando não consigo lidar com os meus sentimentos, eu os jogo em cima do outro. Quando não sei dialogar, eu grito. Quando não consigo perdoar, me ressinto e guardo mágoa. Quando não sou capaz de ver algo, eu nego a sua existência. Quando quero continuar errando, arranjo desculpas. Quando não quero enxergar a realidade, me cubro com a fantasia. Quando o outro não vive de acordo com a minha verdade, ele está errado e precisa mudar. Quando eu digo que amo, espero que seja recíproco, mas quando digo que odeio, não aceito a reciprocidade.

Aí você pode me perguntar, e como a gente muda isso? Sinceramente, não sei.

Talvez o primeiro passo seja conhecermos a nós mesmos. Reconhecer, em nós, aquilo que não gostamos e queremos mudar; olhar no espelho, bem dentro do olho daquele reflexo que, muitas vezes, tanto odiamos e criticamos, e redescobrir as nossas qualidades perdidas e trazê-las à tona; identificar as nossas contradições, que são tantas, e tentar diminuí-las na nossa rotina.

Quando aprendo a me amar e quando respeito quem eu sou, fica menos difícil amar o outro e respeitar quem ele é. E, quando eu aprendo a amar e respeitar o outro, eu entendo que ele tem tanto direito a vida quanto eu e que a liberdade que eu quero pra mim é a mesma que é de direito dele (humano ou animal).

Ok, não vou ser hipócrita e dizer que escrevi isso somente para o OUTRO, porque esse OUTRO também sou eu. Tenho a minha longa jornada de aprendizado pela frente e, apesar de já ter despertado para alguns aspectos, ainda estou adormecida para outros.

Quero viver com menos contradições e seguir aquilo que prego. Quero me amar ao ponto de só existir amor pra dar, pra mim e para o outro. Quero acreditar que, mais cedo ou mais tarde, estaremos todos despertos e não mais compactuaremos com a violência, direta ou indiretamente.

Se eu consegui mudar tantas coisas em mim, acredito que você possa fazer o mesmo. Eu sei que sair da zona de conforto pode ser bem dolorido, mas é uma dor passageira e a recompensa vale a pena. Eu sigo nesse intuito, aos tropeços e ainda falhando, encontrando outros como eu pelo caminho.

Espero que nossos caminhos se cruzem nessa busca e para isso eu te desejo uma jornada profunda, intensa e reveladora.

Dica – “croquete” MA-RA-VI-LHO-SO

Eu gosto de pegar algumas receitas na internet pra ajudar na diversificação do cardápio de casa, pra aprender a usar um mesmo ingrediente de diversas maneiras e também para exercitar a minha criatividade, porque depois que aprendo a base, gosto de seguir minha intuição no preparo.

Esse “croquete” já virou o queridinho por aqui, o Ciro disse que é o melhor bolinho que ele já comeu. Fica realmente muito bom!

Para quem não pode ou não quer ingerir glúten, para quem quer preparar comidinhas saudáveis e livres de qualquer tipo de exploração animal, para quem quer aprender receitas simples e rápidas, a Alana dá diversas dicas, tanto no Instagram quanto no Youtube.

Abaixo tem o vídeo da Alana e a descrição do preparo. Se você não tem prática na cozinha, recomendo que assista.

Ingredientes
2 xícaras de feijão branco cozido (sem o caldo)
2 xícaras de inhame cozido
Cebolinha, salsinha, orégano, noz moscada, sal, alho em pó a gosto
2 colheres de sopa de farinha de arroz
Farinha de linhaça para empanar
2 limões

Modo de preparo
Antes de cozinhar o feijão e o inhame é importante deixá-los de molho em água. O feijão branco tem que ficar de molho pelo menos por 24 horas e o inhame, no mínimo 12 horas se for cozido e 24 horas se for ingerido cru. Lembrando que essa água deve ser descartada e uma nova deve ser colocada para o cozimento. Como serão usados para fazer os bolinhos, não é necessário cozinhá-los com tempero, apenas com água.

Amassar o feijão e o inhame, colocar os temperos e misturar bem. A quantidade de temperos é a gosto, então prove um pouquinho antes de moldar. Pode fazer em formato de bolinhas, de croquete, como você preferir.

Empanar com a farinha de linhaça dourada e levar ao forno por uns 20 minutos para dourar.

Você pode adequar essa receita para a quantidade que desejar e também pode ser criativo com os temperos.

Aqui em casa, além dessa receita, fiz uma variação de batata doce com feijão carioca e imagino que também deve ficar bom com feijão preto. Ah, também já usei essa “massa” pra fazer hambúrguer.

Já coloquei um pouquinho de azeite de oliva extravirgem na massa, já usei chimichurri, já usei tempero desidratado de cebola, alho e salsinha … resumindo, siga seu gosto e intuição. Cozinhar é isso: criar, testar, reinventar, provar, tentar de novo e se deliciar.

Faça e me diga o que achou! E se usar outras misturas e temperos, me conte também.

Sobre o sucesso, o fracasso, as comparações e o aniversário

Photo by Ksenia Kudelkina on Unsplash

Estava pensando sobre sucesso e fracasso, sobre metas alcançadas e sonhos realizados e sobre tudo o que é esperado de você quando se chega a uma certa idade.

Quando eu me comparo a outras pessoas, me sinto fracassada. Quando comparo meu momento presente ao que eu havia idealizado pra mim no passado, também me sinto fracassada. Essa sensação de fracasso só desaparece quando também desaparece a comparação e qualquer expectativa anteriormente criada.

Outro dia, conversando com um amigo sobre isso, me dei conta de que uma das minhas maiores realizações até hoje, era o fato de estar viva. Simplesmente isso, estar viva e funcional, ter sobrevivido a mim mesma, não ter cometido suicídio na adolescência. Eu sei que isso pode parecer tão banal e pequeno, mas, para alguém como eu, estar vivo é motivo de comemoração.

Aliás, estar vivo deveria ser sempre um motivo de comemoração. E estar vivo e saudável, então?!

Na maior parte do tempo não pensamos nisso, não é mesmo? Talvez a gente se concentre mais naquilo que ainda não tem ou não alcançou e nos nossos desejos ainda não realizados, e acabamos por não notar tudo aquilo que já temos e somos, deixando de ser gratos por todos os desafios já superados e os antigos sonhos que já foram concretizados.

Analisando tudo isso, acabo por me questionar de onde vem a importância que eu dou para grandes realizações de vida – na minha visão – e por que espero essas coisas de mim – quando, na maior parte das vezes, elas não tem absolutamente nada a ver comigo e com meus dons. Tipo criar um aplicativo de sucesso e vendê-lo por alguns milhões, ou a descoberta da cura de alguma doença, ou correr maratonas e chegar ao podium; nada disso são coisas que eu pensaria em fazer e ainda assim me comparo às pessoas que fazem essas coisas. Vai entender!

Cada um de nós tem algo único a ser compartilhado com o mundo. Mesmo que duas pessoas tenham um dom artístico para pintar telas com tinta a óleo e elas resolvam pintar a mesma paisagem usando os mesmos tons de tinta, cada uma pintará de acordo com o seu olhar e percepção e os quadros poderão até ficar parecidos, mas não serão iguais.

E eu sei disso, mas às vezes esqueço e me deixo levar por esse sentimento de ser irrelevante e inadequada e acabo focando no que não sou e no que não tenho.

Talvez, todo esse questionamento sobre as minhas realizações de vida tenha alguma coisa a ver com a iminência do meu aniversário. Já faz um bom tempo que espero por essa data e esse número. 40 me parece tão significativo!

Vai ver tudo isso veio à tona porque, no passado, eu pensei que aos 40 eu estaria vivendo uma vida diferente da que vivo hoje. Talvez eu tenha pensado que, a essa altura, já teria todas as respostas para as minhas questões internas. Talvez eu tenha fantasiado com uma Silvia que nunca existiu, ou que existiu, mas que mudou.

O que percebo nisso tudo é que não importa quem eu esperava ser hoje, o importante é quem eu sou e como eu quero ser, e seguir me conhecendo e me amando no processo de me tornar a minha melhor versão.

Grandes realizações são relativas, assim como o fracasso também é, tudo depende do ponto de vista.

Dica: aplicativo e meditação

Photo by Chris Ensey on Unsplash

A dica da vez tem a ver com meditação.

Eu nunca me vi como alguém que poderia meditar porque eu sou muito agitada e minha mente viaja demais, e eu pensava que a meditação requeria uma mente completamente vazia, como uma tela em branco. Mas hoje eu sei que isso não é necessariamente verdade!

O Wikipédia diz que a meditação tem diferentes definições porque varia de acordo com o contexto em que se encontra. Ela pode ser considerada como uma prática que, através de um conjunto de técnicas, busca treinar a focalização da atenção, ou como uma abertura mental para o divino, ou como um estado que é vivenciado quando a mente se torna vazia e sem pensamentos, ou como uma contemplação da realidade e seus aspectos, ou como o desenvolvimento de uma determinada qualidade mental, como energia, concentração, atenção plena etc.

Na real, meditar é foda! Muitos praticantes relatam uma melhora na concentração, na consciência e na autodisciplina. E pra mim tem sido isso mesmo.

Pra facilitar esse novo hábito, às vezes uma ajudinha pode ser muito bem-vinda, e o aplicativo Insight Timer faz esse papel super bem (não é publicidade, é dica de coração).

Ele é um app gratuito já meio antiguinho, mas que eu só descobri recentemente. Pode-se dizer que é uma “rede social” para quem curte meditar. Uma das melhores partes, no meu ponto de vista, é que rola uma “meditação coletiva” com gente do mundo todo.

Você pode ou não adicionar pessoas à sua rede, você pode ou não contabilizar a frequência com que você medita, você pode fazer meditação guiada com temas e tempos variados, você pode meditar apenas com músicas, você pode meditar usando o timer, em que você escolhe por quanto tempo quer meditar e se quer ouvir algum som ou não, tem meditações pra ajudar a dormir, para melhorar a concentração, tem meditação pra se fazer sentado e também pra se fazer deitado, algumas você pode fazer de pé, você pode meditar de olhos fechados e em outras de olhos abertos, focando algum objeto ou apenas se concentrando na sua respiração. Enfim, tem inúmeras possibilidades e, com certeza, alguma te serviria.

Eu gosto de variar um pouco o jeito de meditar, mas tento fazer ao menos 30 minutos de meditação (sem intervalo) todos os dias.

Como eu tenho dificuldade em persistir nas coisas novas até criar um hábito, o uso do aplicativo tem me ajudado bastante. Até agora foram 30 dias consecutivos meditando.

Uma coisa que deixa esse momento ainda mais prazeroso é o ritual que faço. Acordo cedo e lavo o rosto, tomo um copo de água morna com limão espremido, acendo um incenso ou ligo o aromatizador com algum óleo essencial que eu goste, sento na minha almofada de meditação, tento me aquietar um pouco e inicio.

Tem dias em que tudo flui mais fácil, e tem outros em que a concentração está mais difícil e me disperso várias vezes enquanto medito, mas o importante é não desistir, então tento focar na respiração, tento não me envolver com os pensamentos que chegam e aos poucos vou aprendendo a deixar ir.

Esse “deixar ir” é a parte mais difícil pra mim, mas acho que é questão de treino e consistência mesmo.

A saudade do invisível

Photo by Stephen Leonardi on Unsplash

Hoje acordei com um sentimento que soa como saudade, mas é uma saudade de algo que não sei o que é. Talvez seja de algum lugar ou de algum acontecimento (às vezes tenho a sensação que sinto falta de algo que nunca vi, ou de algum lugar que nunca fui), eu realmente não sei.

Começou de forma sutil enquanto eu estava no supermercado percorrendo os corredores de objetos de decoração, mas não cheguei a me lembrar de nada específico, foi mais como uma sensação. Depois, voltando a pé pra casa, andando sob a sombra das árvores e sentindo uma brisa fresca, essa sensação aumentou e eu quase pude visualizar algo.

Dessa vez, não cheguei a ficar triste, foi mais como sentir que eu pertencia a outro lugar.

Você já sentiu algo semelhante?

Vez ou outra acontece isso comigo e fico algumas horas, às vezes alguns dias, sentindo essa saudade e, por mais que me esforce, não consigo saber do que. É como se múltiplos véus turvassem minha visão interna me impedindo de recordar. Eu deveria recordar?

É só ilusão? Pode ser saudade de algo que vivi ou vi em outras vidas? Pode ser saudade do plano espiritual de onde vim? Pode ser um monte de coisas e também pode não ser nada. Pode ser apenas eu, repleta de sentimentos como sempre, toda confusa com o meu turbilhão interno.

A menstruação e o planeta

Nessa nova fase em que tenho buscado viver com escolhas mais conscientes, encontrei algumas coisas que gostaria de compartilhar. Já adianto que não estou ganhando nada com isso, não rola nenhum patrocínio, infelizmente. É que, da mesma forma que gosto de receber boas dicas, também gosto de dá-las.

Primeiro quero falar sobre absorventes mais sustentáveis (homens, pode ser uma dica pra sua mãe, namorada, amiga, esposa …).

Já faz um tempo que venho usando aquele coletor menstrual de silicone e, no geral, me adaptei bem. Pra quem já estava acostumada a usar absorventes internos, não estranhará o uso do copinho.

Acontece que nem sempre estava afim de inserir nada em mim hahaha, e com o meu pulso meio zoado, às vezes é sofrido colocar o coletor. Então, fiquei sabendo das calcinhas absorventes e, xeretando na internet, encontrei uma marca que vende aqui no Brasil. Resolvi investir e testar, comprei 3 modelos diferentes que funcionam bem para o fluxo leve, médio e intenso.

Antes que alguém reclame do valor necessário para investir nesses meios absorventes, vale lembrar que tanto as calcinhas quanto o coletor são reutilizáveis, já o absorvente convencional é descartável e nada ecológico. E, você não usa apenas um absorvente durante todo o ciclo, então também vai uma grana aí por mês, sem contar todo o lixo que está sendo jogado no planeta.

Já usei as calcinhas por dois ciclos consecutivos e, apesar de achar que estranharia a sensação já que não estava mais acostumada a absorventes externos, foi bem mais tranquilo do que pensei. As calcinhas, além de lindas, absorvem super bem, não tem nada de nojento como li em alguns comentários de quem ainda não tinha usado o produto, não fica nenhum cheiro desagradável e você pode usar por horas sem medo de vazamentos (lembrando que é importante que você conheça a intensidade do seu fluxo e escolha a calcinha com absorção apropriada).

Se você não quiser investir em mais de uma calcinha, você pode intercalar o uso dela com algum outro absorvente ecológico (coletor menstrual, absorventes de pano etc). Eu comprei logo 3 pra poder usar apenas elas durante o ciclo e funcionou bem pra mim. Eu comprei da marca Pantys, mas devem existir outras marcas no mercado, principalmente no exterior.

Acho que a troca dos absorventes convencionais por outros mais ecológicos é válida, não só pelo aspecto financeiro – economia de dinheiro ao comprar o coletor ou calcinha apenas uma vez e utilizá-los por alguns anos -, mas principalmente se pensarmos na questão ambiental.

Eu sei que somos muito imediatistas e não pensamos no impacto que as nossas ações causarão no futuro (aliás, já estamos sofrendo as consequências de algumas ações passadas desastrosas), mas já passou da hora de repensarmos nossas atitudes e escolhas. É sempre bom lembrar que esse planeta é a nossa casa e todo lixo que produzimos vai ficar aqui mesmo, e é nossa responsabilidade cuidar desse espaço que é o nosso único lar.

O Outro é o meu espelho

Photo by Bekah Russom on Unsplash

Estava pensando na minha maneira de lidar com as divergências nas relações familiares e em como ainda sinto necessidade de me explicar. Me pergunto se tem a ver com querer ou precisar da aprovação e aceitação dos outros, ou se é porque ainda preciso esclarecer as coisas pra mim.

Foram tantas mudanças internas que aconteceram num relativo curto período de tempo, que me perdi um pouco tentando me encontrar. Ainda estou no processo de assimilar e compreender quem eu sou agora, ainda estou me familiarizando com essa nova mulher que me habita. Talvez esse excesso de justificativas venha daí. Me justifico pro outro na tentativa de entender a mim mesma.

E em meio a esse vendaval de mudanças, o que fazer e como agir quando o seu novo jeito de viver a vida te separa das escolhas dos seus familiares?

Eu precisei de um período de adaptação pra lidar com esse novo eu e não pensei que, talvez, eles também precisassem. Ainda estou aprendendo a me colocar no lugar do outro, mas nem sempre é fácil.

Porque, ao mesmo tempo em que TENTO entender que cada um vive da forma que acha que deve, sinto que preciso explicar a minha forma de viver e as minhas escolhas. E eu TENTO mesmo entender, mas falho na maior parte das vezes porque somos muito diferentes na maneira de pensar.

Dizem que todo relacionamento afetivo é uma escola e eu realmente acredito que seja uma grande fonte de aprendizado, ainda mais numa família grande como a minha com tantos diferentes temperamentos, comportamentos e personalidades.

Acho que vou me conhecendo um pouco mais em cada interação e relacionamento, em cada conversa e discussão, porque a maneira que eu reajo perante o comportamento do outro só diz algo sobre mim, afinal, o Outro é o meu espelho!

É que, às vezes, é difícil encarar esse espelho porque nem sempre o que vemos refletido nos agrada, fica mais fácil jogar a responsabilidade pelos nossos sentimentos em cima do outro. Eu ainda faço isso, mas eu sei que sou a única responsável pela maneira como me sinto. Percebo que quando ajo assim é a vítima em mim querendo atuar, querendo espaço, querendo ser vista.

Meu longo aprendizado tem sido a forma como me relaciono comigo, com os outros e com a minha sombra e, principalmente, com essa vítima que busca a minha atenção.

Tentando sair do conformismo

Photo by Julien Lux on Unsplash

Estava aqui pensando no conformismo, no meu conformismo pra ser bem específica.

Você sabe qual é o significado dessa palavra?

Conformismo é o comportamento ou tendência de se conformar, é aceitar uma situação indesejada sem se opor, é passividade.

E, por mais que eu goste de acreditar que sou “briguenta” para me defender, para defender os outros ou as causas que acredito, eu não sou essa pessoa o tempo todo. Já me calei inúmeras vezes em situações que deveria ter falado, já deixei de agir quando deveria ter agido e permiti que injustiças fossem cometidas com a minha omissão.

Quando questiono o porquê de ser assim, não posso deixar de me perguntar: do que eu tenho medo? O que me impede de ser a pessoa que quero ser?

Ficar quieta no meu canto me dá uma falsa sensação de proteção, porque se eu me torno invisível, não há mal que me alcance. Mas, mesmo sabendo que isso não é verdade, mesmo sabendo que o NÃO agir não me protege, eu persisto nesse comportamento. Não é algo que me traga orgulho, muito pelo contrário. Admitir isso aqui é tão difícil quanto admitir pra mim mesma que eu não sou quem eu pensava ser. Atualmente, tenho descoberto muitas coisas a meu respeito, algumas boas e outras não tão boas, e fica evidente o quanto eu ainda me desconheço.

Mas tudo bem, perceber minhas qualidades e defeitos faz parte do processo de autoconhecimento. E, já que me propus embarcar nessa jornada, tenho que encarar qualquer cenário e situação que cruzar meu caminho, por mais desafiante que possa parecer num primeiro momento.

Entendo que isso vale para qualquer comportamento que eu quero mudar em mim e percebo que a única forma de ser quem eu quero ser, é sendo. Parece meio óbvio afirmar isso, e é, mas nem por isso é simples.

Então, como mudar? Como me tornar a pessoa que eu quero ser? Como sair da passividade para a ação?

Não acho que exista uma receita padrão a ser seguida, pois cada um sabe o que funciona consigo mesmo, ou se não sabe, irá descobrir no tentar.

Pra mim, eu descobri que preciso dar um primeiro pequeno passo, fazendo as coisas que eu estava adiando fazer, seja por medo, por preguiça ou por qualquer outro motivo que me impedisse de agir, e então o resto da caminhada se torna um pouco menos difícil.

Eu preciso escrever e verbalizar as minhas dificuldades para que eu as reconheça e aprenda a lidar com elas. Eu preciso não me culpar pelos tropeços e pelas minhas deficiências. Eu preciso me aceitar como um ser humano falho e que ainda está muito longe da perfeição. Eu preciso me cobrar menos e me perdoar mais. Tudo isso me ajuda um pouco a sair do lugar da não ação.

Acho que sempre existirá algo a ser mudado e aperfeiçoado e entendo que isso faz parte da vida e da nossa necessidade de evolução. O meu desafio é lidar com isso de uma forma leve e num processo contínuo, sem meus longos períodos de estagnação e sem o conformismo presente.

A saúde e a autorresponsabilidade

Photo by Glen Jackson on Unsplash

Desde que resolvi mudar meu estilo de vida, percebi a necessidade de pesquisar, estudar e me informar para que pudesse fazer escolhas mais conscientes.

O que antes ficava na mão de terceiros, agora eu precisava me apropriar.

É muito comum entregarmos nossa saúde nas mãos dos profissionais da área e nos isentarmos da responsabilidade, mas isso não estava mais funcionando pra mim.

Já me consultei com uma infinidade de profissionais e, como acontece em toda profissão, sempre existe o mau e o bom profissional. Sempre existe aquele que vai um pouquinho além e te enxerga em toda a sua complexidade, e existe o outro que parece apenas seguir uma cartilha, como se todo ser humano fosse igual e funcionasse da mesma maneira.

Por anos e anos eu tive uma alteração no meu Hemograma e o médico do trabalho me dizia que era comum e que eu não precisava me preocupar. Eu confiava no que ele me dizia e não fui atrás para saber o porquê daquela alteração.

Ano passado resolvi assumir definitivamente a responsabilidade pela minha saúde física, mental e espiritual. E foi aí que muitas respostas chegaram.

Aquela alteração que o médico do trabalho dizia ser comum, era de fato comum, mas isso não a tornava não prejudicial, ela estava relacionada com a minha insuficiência de vitamina B12. Talvez, por eu ainda comer carne na época, ele não conseguiu relacionar os meus sintomas ao resultado do exame, talvez ele não soubesse interpretar um hemograma (coisa assustadoramente comum na classe médica), talvez ele não soubesse que a deficiência de B12 não afeta somente vegetarianos estritos, mas também pessoas que consomem carne, ovos e laticínios, ou talvez ele só quisesse atender logo o próximo paciente para ir embora dali.

Eu estava com uma insuficiência de B12 alarmante, e estive assim por muito tempo, e como eu não sabia interpretar um hemograma e confiei no que aquele médico me disse, muitos dos sintomas que eu tinha não eram relacionados à sua real causa.

É claro que depois de muita pesquisa por minha própria conta e de perceber que havia algo errado, procurei outro profissional, fiz vários exames que constataram o que eu já sabia. Faço a reposição vitamínica desde então e reavalio a situação com novos exames a cada três meses.

Tudo isso me fez perceber a importância de nos conhecermos bem, em todos os aspectos. É muito importante sabermos ouvir o que nosso corpo nos diz. Ele sempre se comunica com a gente, seja por um desconforto após ingerir determinado alimento, pelo cansaço que pode advir da falta de ingestão de água na quantidade necessária ou por uma dor de cabeça se comi muito açúcar. Cada organismo reage de determinada maneira e cabe a nós interpretarmos esses sinais.

Talvez, o que dificulte isso seja a sua desconexão consigo mesmo. Se quando chega uma dor de cabeça você já engole um comprimido, se quando está com azia ingere outra cápsula, e não se dá a chance de perceber o que pode ter causado aquele sintoma, você pode perder a oportunidade de conhecer melhor os sinais que o seu corpo está te dando de presente. Todo sintoma tem uma causa, seja ela física ou emocional.

É claro que não tem como saber tudo sobre tudo e que, em muitos momentos, precisaremos confiar em outras pessoas para nos darem as respostas que não encontramos sozinhos. Mas é importante que a gente saiba que assumir a responsabilidade pela nossa saúde não é só ir ao médico e fazer exames regulares para verificar se está tudo bem.

Nenhum profissional conseguirá conhecer o seu corpo tão bem quanto você mesmo.